A reunião mensal do Conselho de Segurança de Niterói, no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), no centro da cidade, aconteceu no final de junho – mesma data da operação Calabar, a maior operação contra a corrupção dentro da polícia militar, que prendeu quase 100 PMs envolvidos com traficantes da região. O encontro começou com a execução do Hino Nacional e logo depois foi pedido um minuto de silêncio pela morte de mais 80 policiais no estado do Rio de Janeiro.

O Secretário de Segurança Pública de Niterói, Coronel Gilson Chagas, abriu os debates apresentando a nova parceria entre a Prefeitura e o 12º BPM, que começou um processo de licitação para assumir a manutenção de todas as viaturas que atendem ao município.  “Mais de 40 carros que servem ao Batalhão ficaram fora de circulação por falta de manutenção. Isso significa menos viaturas patrulhando as ruas, não podemos deixar acontecer”, diz o Secretário.

Outro ponto importante foi a apresentação do panorama atualizado do CISPE – Centro Integrado de Segurança Pública, que funciona na Região Oceânica de Niterói. “Hoje temos mais de 500 câmeras monitorando pontos estratégicos de todas as regiões. Acabamos de fechar parcerias com algumas associações de moradores e com a ONG Viver Bem para a cessão das imagens registradas pelas câmeras particulares. É importante que tenhamos também o apoio de outras entidades e associações para que levem até o CISPE esse material”, conclui o Coronel Chagas.

Logo em seguida, o Tenente PM André Santos, responsável pela Seção de Análise Criminal do 12º BPM, apresentou o crescimento do número de policiais que aderiram ao PROEIS (Programa Estadual de Integração na Segurança), uma parceria entre Prefeituras e a Polícia Militar que permite que policiais trabalhem durante suas folgas e sejam remunerados pelos serviços. Ele falou ainda sobre a sala de monitoramento dentro do CISPE, que opera com 160 câmeras mostrando em tempo real imagens das principais regiões. “Outro fator que ajuda muito no trabalho de combate à criminalidade são os grupos nas redes sociais, como o WhatsApp. Nossos oficiais muitas vezes sabem das ocorrências muito antes de alguém acionar o 190” , ressalta o PM.

O objetivo é reduzir a mancha criminal e aproximar cada vez mais a população da corporação, além de agilizar o atendimento das demandas. “Esse esforço tem sido recompensado. Mesmo com a grave crise em que se encontra o Rio de Janeiro, ficamos em segundo lugar na redução de crimes entre os 30 batalhões espalhados pelo Estado”,  apontou o tenente, apresentando um gráfico com o último balanço do ISP (Instituto de Segurança Pública do RJ).

A reunião contou com as presenças do Presidente do Conselho de Segurança Pública de Niterói, Leandro Santiago, do Coronel Paulo Henrique, coordenador do CISPE e do coronel Marçal, subcomandante  do 12º BPM, entre outros.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *