Flamengo venceu a LDU pela Copa Libertadores da América em 2019.
Foto: Divulgação/Flamengo

Quando se fala em Flamengo, a pressão é grande. Sempre foi e sempre será. Então, é normal que a cobrança para que as coisas deem certo é proporcional às cobranças feitas. A verdade é que o Rubro-Negro tem deixado a desejar no quesito desempenho. As variações do futebol apresentado nos jogos dificultam uma análise sobre a equipe. Afinal, o time tem jogado bem ou mal? Porque na Libertadores tem sido show, mas a derrota para o Fluminense e o empate com o Vasco mostraram um Fla diferente do que se conhece. Na noite do dia 13/03, ontem, o Flamengo mostrou o real futebol que se espera. Vamos falar sobre esse jogo.

Flamengo 3×1 LDU

Após a vitória na altitude de San José (Bolívia), o time carioca estava empolgado. A Libertadores é a verdadeira obsessão do treinador Abel Braga e, consequentemente, de todo elenco. O desafio não é apenas ganhar por si só, mas é convencer e apresentar um futebol de time copeiro, de time que sabe jogar uma Copa. Ou seja, saber recuar e saber ser cirúrgico nos ataques, como foi o Grêmio campeão em 2016 da Liberta. E esse time apareceu.
Quando começou a partida contra a Liga Deportiva Universitária de Quito (LDU), a vontade dos atletas era nítida. Gabriel correndo como um desesperado, Bruno Henrique se movimentando bastante, Diego dando tudo e É.Ribeiro ocupando todos espaços do campo. O volume de jogo era muito bom. Quando um jogador dominava a bola, apareciam outros rapidamente para dar opção de toque. E assim o placar foi inaugurado. Após uma saída de bola com bons toques e rapidez, a bola chegou em Renê que ligou em Diego e deu um toque sutil para É.Ribeiro fazer a festa dos 62 mil presentes no Maracanã. O interessante foi que na hora do cruzamento do camisa 10, Gabigol atraiu toda a marcação para o lado oposto. Isso é treino, jogada treinada. E fazia tempo que não se via isso. Na continuação do 1ºT, a LDU ganhou um pênalti, bem marcado por sinal. Só que a fama de “papa-pênaltis” do goleiro Rubro-Negro fez-se presente. Diego Alves pegou e evitou o empate.
Quando o 2ºT começou, o Fla diminuiu um pouco, tocou mais a bola, valorizou a posse, mas colocou mais um número no placar. Após ajeitada de Bruno, o camisa 9 colocou para dentro e fez 2×0 para o time da Gávea. Mas não parou por aí. Abel resolveu colocar De Arrascaeta, Uribe e Trauco em campo. O primeiro teve atuação apagada mesmo tendo entrado para ficar em campo pouco mais de cinco minutos. No entanto, o tempo dentro das quatro linhas não foi desculpa, porque o colombiano fez o 3º gol vermelho e preto. Em 20 segundos, Uribe entrou, foi para área, recebeu cruzamento e marcou.
A festa estava armada. Era gritaria, empolgação, uma loucura dentro do Estádio Mário Filho. Só para que tudo não fosse 100%, Trauco vacilou. Essa é a palavra: vacilo. Em uma jogada boba, ele cometeu pênalti. Outra vez bem marcado. Dessa vez ficou difícil para o goleiro rubro-negro. Cristian Borja, um dos piores jogadores que já passaram pelo Flamengo, colocou para dentro e diminuiu.
O saldo da partida foi razoável. Em termos de número de gols, poderia ter sido mais. E, outra coisa, foram dois pênaltis para o adversário. E se ambos fossem convertidos? Talvez fosse sufoco para os donos da casa. Mas no quesito desempenho em campo, esse foi um jogo para servir de modelo. Esse deve ser o espírito de um time que quer vencer. Mas haverá paciência para momentos em que isso não dê certo?

Carioca é obrigação?

Esse tópico é interessante e será sucinto. Bom, são duas vertentes.

  1. Se o Flamengo tem esse time cheio de craque, e realmente tem, uma competição de nível tão baixo (se comparado a qualquer competição Nacional ou Sul-Americano) deve ser vencida com enorme vantagem. Daí, todas as críticas sobre a derrota na semifinal da Taça Guanabara para o FLU estão completamente de acordo.
  2. No entanto, se o Flamengo tem como prioridade Libertadores, Brasileirão e, por que não, o Mundial de Clubes, não deve haver preocupação com o Carioca. Ser campeão ou não é indiferente para um clube que tem aspirações “lá no alto”.

A questão é que os torcedores e a imprensa precisam ter cautela com os comentários a respeito desse assunto. Particularmente, não deve haver tanta preocupação com o Campeonato do Rio quando há tantos objetivos maiores. Mas, se houver nova derrota… Seja para o Fluminense, Vasco ou qualquer pequeno, certamente vaias virão.  E o que você acha? Comente aqui sua opinião sobre esse tema.

Filipe Vianna – Blog Segue o Jogo

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