Foliões brincam na Praça da Igreja de São Benedito, em Bragança no Pará (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Bragança)

Quando se fala em Carnaval, a primeira imagem é das festas realizadas em grandes centros como Rio de Janeiro, Salvador e Recife, e, mais recentemente, dos blocos de rua que movimentam cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. No entanto, a data representa uma das maiores tradições culturais do Brasil e mobiliza o público em pequenos e grandes municípios de norte a sul do país.

O espírito festeiro é uma marca nacional. Somente no Calendário Nacional de Eventos, gerenciado pelo Ministério do Turismo, estão inscritas 39 festas neste ano em que o Carnaval, ao invés de fevereiro, se realiza em março. De 1º a 5 de março, tem folia programada em Balneário Camboriú (SC), Bragança e Óbidos (PA), Oeiras (PI), Castelo (ES) e Corumbá (MS), destinos que são uma amostra da popularidade da festa nas cinco macrorregiões brasileiras.

Carnaval da Família, em Panorama (SP); Cultural, em Macau (RN); Festa Ufológica, em Colares (PA); Carnaboi, em Parintins (AM), terra do embate entre os bois Caprichoso e Garantido; são algumas das denominações utilizadas para batizar a folia nos municípios que inscreveram seus eventos no calendário nacional.

A festa promete também em destinos que apostaram no Carnaval para turbinar o turismo. É o caso de Brotas, no interior de São Paulo, que este ano adotou o lema “durante o dia, aventura, à noite, folia”. Ouro Preto (MG), patrimônio cultural da humanidade, que ao longo dos anos ganhou fama como cidade foliã, também está pronta para colocar os blocos na rua e atrair multidões, como acontece anualmente.

A afinidade do brasileiro com o Carnaval contribui para o incremento da atividade turística devido à grande movimentação de visitantes e aos gastos realizados por este público nas cidades. De acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a previsão é de um impacto total de R$ 6,78 bilhões nas principais atividades econômicas do ramo em todo o país entre o sábado (1º) e a quarta-feira de Cinzas (6). Descontada a variação de preços, esse resultado é 2% maior na comparação com o ano passado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *