O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminhou o caso da suposta invasão hacker e vazamento de informações confidenciais da Justiça Eleitoral à Polícia Federal nesta sexta-feira (09). Além do inquérito aberto, no âmbito interno do Tribunal, o TSE instaurou uma sindicância para apurar os fatos.

Na noite da última quarta-feira (07), o site TecMundo publicou documentos obtidos que provariam um suposto acesso não-autorizado ao sistema GEDAI-UE da urna eletrônica, que teve o código do sistema de carga do software vazado durante a semana anterior ao segundo turno das eleições presidenciáveis, que ocorreu no dia 28 de outubro. Além do vazamento não autorizado, hackers alegaram que tiveram sucesso ao entrar na intranet do TSE e obter informações privilegiadas e confidenciais, como troca de emails, envio de senhas para juízes, credenciais de acesso etc.

De acordo com o pessoal do JOTA, ao ser questionado sobre o fato nesta semana, o TSE conferiu os dados e confirmou que, de fato, pessoas de fora da Corte podem ter tido acesso a informações sobre os equipamentos que o TSE mantém sob segredo.

Vale notar que os invasores não tiveram acesso ao módulo do sigilo do voto: isso significa que não foi possível acessar a parte do sistema que exibe os votos dos eleitores. Além disso, o código do GEDAI é “público”: após a assinatura de um termo de sigilo, partidos, MP e OAB, por exemplo, podem pedir o acesso

O GEDAI-UE foi o principal módulo que os hackers acessaram. Segundo o TSE, ele é um gerenciador de dados, aplicativos e interface com a urna, que fornece às equipes dos cartórios eleitorais e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) o suporte de software necessário à carga das urnas eletrônicas. É o sistema responsável por gerar as flashes de carga, de votação e mídias para a urna, além de receber e enviar as correspondências para os TREs.

 

Tecmundo