Diversos comerciantes da Região Oceânica participaram da reunião da CDL na 81ª DP (Foto: Alex Oliveira)

A segurança pública da Região Oceânica de Niterói foi a pauta do encontro que aconteceu na manhã desta quarta-feira (13) na Delegacia de Itaipu (81ª DP) com representantes das policiais Civil e Militar, além da Câmara de Dirigentes Lojistas. Na ocasião, ficou reforçado que o Programa Niterói Presente ainda não será ampliado para a Região Oceânica, apesar das solicitações de comerciantes locais.

Segundo o secretário Executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal, coronel Paulo Henrique de Moraes, o modelo de atuação do programa é com patrulhamento a pé, com objetivo principal de evitar roubos de rua em áreas de grande concentração de pessoas, e as estatísticas e características da Região Oceânica demonstram que ela não se encaixa nesse padrão.

Apesar de ressaltar que os resultados do Niterói Presente são surpreendentes, a ponto de ter diminuído as ocorrências em Icaraí e no Centro, o delegado responsável pela Delegacia de Itaipu, Gláucio Paz da Silva, também acredita que os números da RO não justificam o aporte do programa, nos moldes do Centro e Icaraí, bairros com números mais significativos.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), a região abrangida pela 81ª DP ficou dentro da meta do mês de janeiro para crimes como roubo de veículo, roubo de rua e roubos a estabelecimentos e continua em fevereiro.

“Portanto, o que precisa ficar claro é por que o tráfico de drogas cresceu tanto na Região Oceânica e a partir disso estudar novas formas de garantir a segurança da população”, afirmou o delegado.

Ainda sobre o pedido de mais segurança na região, o coronel Paulo Henrique lembrou outras iniciativas para combater a criminalidade, como a expansão dos portais de segurança para todas as entradas e saídas da cidade, o qual realiza a leitura de placas de veículos no intuito de verificar se é roubado, a partir do cruzamento com os dados das ocorrências policiais; a instalação de dispositivos de identificação facial em locais de grande circulação, permitindo a identificação de indivíduos procurados ou foragidos da polícia; e um plano de policiamento integrado entre a Guarda Municipal, Polícia Militar e Niterói Presente.

Além disso, o coronel ressaltou que no início da Alameda São Boaventura, no Fonseca, na Zona Norte da cidade, está sendo implementado um policiamento do Niterói Presente feito a partir de motocicletas que, dependendo dos resultados, será estudado para outros lugares.

Reforço

Presente na reunião, o comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Sylvio Guerra, contou que a partir da próxima semana, agentes do programa Niterói Presente contarão com mais uma viatura para atuar em comboio principalmente à noite. Outra novidade está no estudo em fase planejamento para atuação de policiais militares durante a madrugada.

Durante o encontro, o comandante destacou ainda duas vertentes de seu comando: retomada da sensação de segurança que o município perdeu e tolerância zero com o tráfico de drogas.

“O dia em que me provarem que o tráfico não tem influência direta com a criminalidade, eu paro de combatê-lo”, disse.

O delegado da distrital de Itaipu, o presidente da CDL e o comandante do 12º BPM falaram acerca da segurança durante o encontro (Foto: Alex Oliveira)

Prejuízo

O presidente da CDL, Luiz Viera, discorreu sobre o prejuízo que assaltos geram ao comércio local, afirmando ser um defensor do Niterói Presente na Região Oceânica.

“Não só o roubo a estabelecimentos tem influência para o comerciante, pois até mesmo um furto na rua pode manchar a imagem do local, aumentando a sensação de violência e, com isso, prejudicando as vendas”, disse.

Fake News

O cel Paulo Henrique afirmou que os índices de quase todos os crimes tiverem redução do ano 2000 para este, contudo a percepção de violência aumentou. Para ele, isso se dá muitas vezes pela propagação de notícias falsas por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.

O comandante Sylvio Guerra destacou a importância desse tipo de reunião justamente para evitar essa disseminação de notícias falsas.

“Vocês comerciantes e empresários da cidade são formadores de opinião. Vocês passam pelos problemas, não somente escutam falar. E, com isso, ajudam a relatar a verdade para os outros”, disse.

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