sábado, 24 de outubro de 2020

Com estoques baixos, Ministério da Saúde incentiva doação de leite

Para doar, basta a mulher estar amamentando, ser saudável e não estar tomando medicamento que interfira na amamentação. Foto: Agência Brasil

Durante o período de férias escolares ou de feriados prolongados, os estoques de leite humano costumam reduzir. Historicamente, os primeiros meses do ano são os que têm o menor número de doações. Segundo o Ministério da Saúde, o cenário em janeiro representa um dos menores índices já registrados, em torno de 10,7 mil litros de leite doados.

O leite materno possui tudo o que o bebê precisa até os seis meses de vida. Assim, a doação de leite é uma importante estratégia para a redução de mortes em bebês. Um litro de leite materno pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia.

Bebês prematuros ou de baixo peso (menos de 2,5 kg) precisam do leite materno para se recuperarem mais rápido e crescerem mais fortes e saudáveis. No Brasil, por ano, cerca de 330 mil crianças nascem prematuras e precisam da doação de leite, já que permanecem sendo assistidas nos hospitais e maternidades. Os bebês prematuros representam, em média, 11% do total de crianças que nascem anualmente, em torno de 3 milhões. Diante deste cenário, o Ministério da Saúde convida todas as mulheres que amamentam a doarem seu leite e ajudarem a aumentar os níveis dos estoques dos Bancos de Leite Humano.

A média de leite materno doado em janeiro, por exemplo, é de 15 mil litros. Em junho, mês seguinte ao do Dia Mundial de Doação de Leite Humano, é de quase 17 mil e em agosto, mês em que se comemora a Semana Mundial da Amamentação, é de 18 mil litros. O Ministério da Saúde também quer elevar o número de mulheres doadoras, que atualmente é de cerca de 14 mil pessoas.

“Doar leite materno é um ato voluntário e solidário, não possui custo para as mães e significa muito para a vida dos bebês que tanto precisam”, destaca Janini Ginani, coordenadora de saúde da Criança e Aleitamento Materno, do Ministério da Saúde.

Em 2019, quase 65% dos bebês prematuros ou de baixo peso receberam a doação de leite humano. Os bebês internados em unidades neonatais de todo país (que não podem ser amamentados pela própria mãe) recebem as doações e, com esse gesto, têm mais chances de recuperação e ficam protegidos de infecções, diarreias e alergias que podem até matar.

Por ano, aproximadamente 150 mil litros de leite materno são coletados, processados e distribuídos pela Rede Brasileira de Banco de Leite Humano aos recém-nascidos prematuros e de baixo peso.

Doações

Para doar, basta a mulher estar amamentando, ser saudável e não estar tomando medicamento que interfira na amamentação. O pote de leite materno não precisa estar completamente cheio para ser doado. Um pote de leite materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. Dependendo do peso do prematuro, 1ml já é o suficiente para nutri-lo cada vez que ele for alimentado.

A orientação é buscar o Banco de Leite Humano ou Posto de Coleta de Leite Humano mais próximo da residência para que possa fazer a doação. Outra opção é ligar no Disque Saúde 136 para obter todas as informações ou tirar dúvidas.

Banco de leite humano

O Brasil possui a maior e mais complexa rede de Bancos de Leite Humano do mundo, sendo referência mundial por utilizar estratégias que aliam baixo custo e alta tecnologia. São 225 Bancos de Leite Humano no país, sendo que cada um dos 26 estados e o Distrito Federal possui pelo menos um. Existem ainda 217 postos de coleta, além da coleta domiciliar em alguns estados.

Os Bancos de Leite Humano possuem profissionais qualificados para orientar tanto sobre amamentação, quanto sobre a doação do leite. Assim como os bancos, os postos de coleta de leite humano espalhados por todo país têm o objetivo de garantir a segurança sanitária do leite humano coletado. Os Bancos de Leite Humano precisam estar vinculados a um hospital com assistência materna ou infantil, principalmente os que possuem unidades de cuidados intensivos em neonatologia.

O aleitamento materno é a melhor fonte de nutrição infantil, sendo capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos. Protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias. Além disso, reduz o risco de a criança desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta. O Ministério da Saúde recomenda que as crianças sejam amamentadas até os dois anos ou mais e de forma exclusiva até o sexto mês de vida. 

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