sexta, 23 de outubro de 2020

Governo federal sinaliza que vai adiar Enem

Provas do Enem poderão ser adiadas após mandado de segurança impetrado por estudantes no STF. Foto: Agência Brasil/Arquivo

O presidente Jair Bolsonaro informou, nesta quarta-feira (13), que está discutindo com o ministro da Educação, Abraham Weitraub, um possível adiamento do Enem de 2020. Mas, segundo Bolsonaro, o Exame deve ocorrer ainda neste ano.

Ações na Justiça e no Tribunal de Contas da União questionam o calendário do Enem de 2020, que teve a prova mantida para novembro mesmo com a pandemia e a suspensão das aulas em todo o país.

A União Nacional dos Estudantes, a UNE, e a Ubes, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, entraram com um mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça pedindo o adiamento do Exame. As entidades alegam que a suspensão das aulas agrava a desigualdade entre os estudantes, já que muitos não tem estrutura para estudar de casa, como destacou a presidente da Ubes, Suzana Barroso.

Kauani Sampaio, de 17 anos, estuda em uma escola pública de São Paulo. Ela está sem aulas presenciais há quase dois meses. Durante este tempo, assiste videoaulas e faz atividades que a escola manda por aplicativo. Mas a estudante, que sonha em fazer arquitetura, diz que o professor demora até dois dias para tirar uma dúvida e que tem dificuldades para estudar já que a casa dela tem apenas dois quartos para ela e mais cinco irmãos, além do pai, que é jardineiro, e da mãe, auxiliar de limpeza.

Uma representação no Tribunal de Contas da União apresentada por deputados do PDT pede o adiamento da prova. O relator do caso, ministro Augusto Nardes, já colheu a manifestação do Inep, órgão responsável pela prova, e pode se manifestar nos próximos dias.

Por meio de uma propaganda institucional, o MEC alega que a mudança no Enem poderia prejudicar toda uma geração de profissionais, afirma que a vida não pode parar e recomenda que os alunos estudem.

Nas redes sociais, o ministro da pasta, Abraham Weitraub, defende a manutenção da prova argumentando que o adiamento prejudicaria mais de cinco milhões de participantes.

Publicado às 17h

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