sábado, 05 de dezembro de 2020

IRB Brasil dobra faturamento apesar de prejuízo líquido

Resultado reverte a tendência observada no primeiro semestre deste ano. Foto: Reprodução de vídeo / IRB Brasil

O IRB Brasil RE (IRBR3) publicou nesta quarta-feira (23) que no mês de julho sofreu prejuízo líquido de R$62,4 milhões, mas excluindo-se o impacto dos negócios descontinuados, o resultado seria lucro líquido de R$ 36,0 milhões, o que animou o mercado e fez com que o ativo chegasse a subir 10% no pregão desta quarta. Outro fato que deixou os investidores animados foi o faturamento bruto ter um crescimento de 100,8%, atingindo R$ 1.546,6 milhões, o dobro do mesmo período de 2019.

Os dados enviados à Superintendência de Seguros Privados (Susep) e apresentados junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não foram auditados.

‘O crescimento em julho de 2020 decorre da renovação, com crescimento de coberturas, de um contrato no segmento de petróleo emitido no mês’, segundo comunicado a CVM pela resseguradora.

De acordo com a empresa, o resultado reverte a tendência observada no primeiro semestre deste ano, quando foi registrado uma sinistralidade de 108%. Entretanto o índice cai para 73,2% se excluirmos os sinistros dos negócios não continuados, isto é, cancelados e/ou não renovados.

Além disso, foi apresentado como gastos externos 20,7% (principalmente comissões) e gastos internos (despesas administrativas ) em 3,4%, ao passo que o Índice de Resultado Financeiro e Patrimonial alcançou 10,0% do faturamento de competência de julho de 2020.

Em comunicado, o CEO e presidente do Conselho de Administração do IRB Brasil RE, Antonio Cassio dos Santos, afirma que ‘seguimos firmes com o objetivo de dar total transparência aos dados da companhia e, novamente, estamos disponibilizando os dados enviados à Susep em nosso site, em linguagem que acionistas e analistas já estão acostumados. Trabalhamos no caminho do crescimento sustentável, com a geração de valor de longo prazo’.

IRB

O IRB Brasil RE é a empresa líder de resseguros na América Latina, com mais de 80 anos de experiência ressegurando grandes projetos e provendo soluções para o mercado., abrangendo riscos aeronáuticos, rurais, transportes e marítimos, property, linhas financeiras, óleo e gás, responsabilidade civil, vida e previdência, entre outros.

A empresa foi criada por Getúlio Vargas em 1939 com objetivo de manter no Brasil o risco das empresas nacionais que anteriormente era alocado no exterior. A companhia iniciou pública, mas em 2013 foi privatizada e em 2017 fez seu IPO (oferta pública de ações), movimentando R$2 bilhões.

Gabriel Magalhães é formado em Administração pelo IBMEC e especializações em Negócios no Brasil e no Exterior. Ele fala das tendências no mercado financeiro e dos altos e baixos da economia.

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