segunda, 30 de novembro de 2020

Saiba como ajudar a resgatar animais no Pantanal

Iguanas resgatadas estão sendo monitoradas. Foto: Instituto Vida Livre

O Instituto Vida Livre, organização não-governamental brasileira (ONG) que trabalha na reabilitação e soltura de animais em situação de risco no Rio de Janeiro, está atuando no resgate e reabilitação de animais atingidos pelas chamas do Pantanal. De acordo com o diretor da organização, Roched Seba, eles trabalham em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

O Vida Livre foi convidado pela equipe da Ampara Silvestre, parceira do instituto, para fazer um trabalho no Pantanal. De acordo com Roched, uma pousada virou base para o resgate dos animais, na região de Barão de Melgaço, no Mato Grosso.

“Recrutamos uma equipe de três veterinários que está lá atualmente. Eu também fui, e posso dizer que são muitos resgates de animais de várias espécies como araras, tamanduás, cutias e iguanas, além de trabalharmos no monitoramento das áreas, dispersão de alimentos na floresta e localização de focos de incêndio”, disse.

Na última terça-feira (20), uma onça pintada que foi resgatada com queimaduras foi reinserida na natureza, de acordo com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Cenap/ICMBio). Batizado de Ousado, o animal ficou em tratamento durante 36 dias antes de ser solto em um local próximo ao que foi resgatado. 

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as queimadas na região do Pantanal aumentaram em 2020, se comparado ao mesmo período do ano em 2019. No período de janeiro a setembro de 2019, foram registrados 4.660 focos de incêndio, e em 2020, 14.489. Só em outubro, foram registrados 2.687 focos de queimadas.

Só em outubro foram registrados 2.687 focos de queimadas. Foto: Colaboração/ João Vitor Rude

História

O Instituto Vida Livre nasceu de uma pesquisa científica de Roched Seba e tem como missão fazer livres e conhecidos os animais silvestres brasileiros.

Em parceria com o cantor Ney Matogrosso, o primeiro patrono da instituição, a ONG iniciou as operações em março de 2015, a partir da criação da Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS) da Serra do Matogrosso, em Saquarema, desde então gerida pelo instituto.

De acordo com o Vida Livre, mais de nove mil animais já foram resgatados. Entre as espécies atendidas, estão: tamanduás, jaguatiricas, pumas, gambás, jiboias, papagaios, tucanos e corujas.

Doações

O instituto, que tem sede no Rio de Janeiro, relata que precisa de pessoas e empresas que possam doar recursos ou materiais, que podem ser especificados em contato direto.

“Precisamos de empresas que também queiram participar nos apoiando com materiais, equipamentos, aparelhos e serviços”, diz Roched.

Todos os recursos do Instituto Vida Livre provêm de contribuições voluntárias de pessoas físicas e jurídicas. A doação ajuda a viabilizar projetos e iniciativas que priorizam a recuperação, o manejo e a soltura dos animais silvestres resgatados do tráfico que são acolhidos pelo IVL.

Para doar, clique aqui.

*Com Agência Brasil

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