quinta, 26 de novembro de 2020

Salles afirma que apenas 6% do Pantanal é de competência federal

O ministro também afirmou que é preciso seguir com a política de uso preventivo do fogo, chamada de “fogo frio”. Foto: José Cruz – Agência Brasil

Para o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o envolvimento dos estados no combate ao fogo do Pantanal é essencial, pois, segundo ele, apenas 6% do bioma faz parte da competência fiscalizatória dos órgãos federais. As informações foram prestadas nesta terça-feira (13) em audiência pública na comissão temporária externa que acompanha as ações de enfrentamento aos incêndios no Pantanal.

“Estamos falando de áreas que compreendem florestas destinadas, unidades de conservação, terras indígenas e assentamentos, o que dá um volume total de 902 mil hectares dos 15 milhões [de hectares]. Essa é a jurisdição originária do governo federal, portanto é importante que tenhamos os estados envolvidos nisso”, contou.

O ministro também afirmou que é preciso seguir com a política de uso preventivo do fogo, chamada de “fogo frio”. Segundo ele, esse é um instrumento importante de combate às queimadas, uma vez que reduz o volume de massa orgânica depositada, diminuindo a proporção dos incêndios.

Salles afirmou ainda que a criação de gado é necessária pois também ajuda a reduzir o excesso de matéria orgânica no solo. Segundo ele, a grande causa das queimadas é a estiagem associada ao excesso de calor, tempo seco e ventos fortes.

Salles disse que outras medidas importante a serem tomadas são a utilização de componente retardante de fogo nas queimadas e a criação de uma base de monitoramento permanente na divisa de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, que deve ser organizado entre os governos estaduais e federal.

De acordo com o ministro, o presidente da Comissão, senador Wellington Fagundes (PL-MT), e os senadores Saraya Thronicke (PSL-MT), Simone Tebet (MDB-MS) e Nelsinho Trad (PSD-MS) concordaram com as ações em viagem recente ao Pantanal. 

O ministro afirmou que, além do trabalho das Forças Armadas, o aumento no número de brigadistas e aeronaves de combate aéreo neste ano vai contribuir nessas atividades.

Agência Senado

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