sexta, 22 de janeiro de 2021

Saúde faz alerta sobre crescente número de casos de câncer de pele

O câncer da pele é o mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Devido ao crescente número de casos de câncer de pele, desde 2014, órgãos de saúde de várias esferas, como a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), promovem o “Dezembro Laranja”, iniciativa que faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele.

Desde então, sempre no último mês do ano, são realizadas diferentes ações em parceria com instituições públicas e privadas para informar a população sobre as principais formas de prevenção e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento. O câncer da pele é o mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.

Neste ano, a campanha destaca que a exposição solar na infância é capaz de influenciar tanto no envelhecimento quanto no desenvolvimento do câncer de pele.

Por isso, é importante que os pequenos tenham conhecimento, desde cedo, da necessidade de cuidar da pele a partir de hábitos de fotoproteção, que incluem usar de óculos de sol e blusas com proteção UV, bonés ou chapéus, preferir a sombra, evitar a exposição solar entre 9h e 15h e utilizar filtro solar com FPS igual ou superior a 30, reaplicado a cada duas horas ou sempre que houver contato com a água.

Para os especialistas, a informação sobre a doença é fundamental para a queda no número de casos.

O médico dermatologista do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE) e Diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Egon Daxbacher, explica os três tipos de câncer de pele e os danos que cada um pode ocasionar.

“A gente costuma apenas ouvir sobre o melanoma, que é o mais agressivo, e, geralmente, o que leva à morte, com metástase. Mas existem três tipos de câncer de pele. O basocelular, que é o mais frequente e se apresenta nas áreas mais expostas ao sol, principalmente face, orelha e couro cabeludo. Apesar de não ter potencial de morte e metástase, seu crescimento pode levar a cirurgias desfigurantes, principalmente quando é localizado próximo ao nariz, boca e olhos. Os espinocelulares tem algum potencial de metástases e, possivelmente morte, principalmente quando atinge a língua e lábios. Também tem a ver com a exposição ao sol, produtos químicos e feridas crônicas. E, por fim, temos o melanoma que é o mais agressivo deles. É derivado de pintas e, que mesmo bem pequenas, podem ocasionar grandes estragos”, exemplifica o dermatologista.

“Geralmente uma pinta que muda de cor ou que tem um crescimento ao longo do tempo. Essas duas características ajudam muito no diagnóstico desse tipo de câncer de pele”, afirma Dr. Egon Daxbacher.

Números

No Brasil, o número de casos novos de câncer de pele não melanoma esperados, para cada ano do triênio 2020-2022, é de 83.770 em homens e de 93.170 em mulheres, correspondendo a um risco estimado de 80,12 casos novos a cada 100 mil homens e 86,66 casos novos a cada 100 mil mulheres. Os números são do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

O câncer de pele não melanoma em homens é mais incidente nas Regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, com um risco estimado de 123,67/100 mil, 89,68/100 mil e 85,55/100 mil, respectivamente. Nas Regiões Nordeste e Norte, ocupa a segunda posição, com um risco estimado de 65,59/100 mil e 21,28/100 mil, respectivamente.

No que diz respeito às mulheres, o câncer de pele não melanoma é mais incidente em todas as Regiões brasileiras, com um risco estimado de 125,13/100 mil (Centro-Oeste), 100,85/100 mil (Sudeste), 98,49/100 mil (Sul), 63,02/100 mil (Nordeste) e 39,29/100 mil (Norte).

Quanto ao câncer de pele melanoma, a estimativa do número de casos novos é de 4.200 em homens e de 4.250 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 4,03 casos novos a cada 100 mil homens e 3,94 para cada 100 mil mulheres. Na Região Sul, o câncer de pele melanoma é mais incidente quando comparado com as demais Regiões, para ambos os sexos.

Para o Estado do Rio de Janeiro são estimados 21.090 novos casos de Câncer de Pele não Melanoma (Homens: 10.600 e Mulheres: 10.490) para cada ano do triênio 2020-2022. Já na Cidade do Rio de Janeiro são estimados 10.090 novos casos de Câncer de Pele não Melanoma (Homens: 5.110 e Mulheres: 4.980) para o mesmo período.

Em relação ao melanoma, a estimativa para o Estado do Rio de Janeiro é de 540 novos casos (Homens / Mulheres: 270) para cada ano do triênio 2020-2022. Na Cidade Maravilhosa se estima 270 novos casos de Câncer de Pele Melanoma (Homens / Mulheres: 130).

Mortalidade

Os dados de mortalidade são disponibilizados pelo DATASUS, do Ministério da Saúde. A atualização mais recente é de 2018:

  • Número de mortes por câncer de pele não melanoma no Brasil em 2018: 2.329 (1.358 homens e 971 mulheres);
  • Número de mortes por câncer de pele não melanoma na Região Sudeste em 2018: 884 (517 homens e 367 mulheres);
  • Número de mortes por câncer de pele não melanoma no Estado do Rio de Janeiro em 2018: 173 (111 homens e 62 mulheres);
  • Número de mortes por câncer de pele não melanoma na Cidade do Rio de Janeiro em 2018: 94 (61 homens e 33 mulheres);
  • Número de mortes por câncer de pele melanoma no Brasil em 2018: 1.791 (1.038 homens, 752 mulheres 1 sexo ignorado);
  • Número de mortes por câncer de pele melanoma na Região Sudeste em 2018: 731 (426 homens e 305 mulheres);
  • Número de mortes por câncer de pele melanoma no Estado do Rio de Janeiro em 2018: 92 (57 homens e 36 mulheres);
  • Número de mortes por câncer de pele melanoma na Cidade do Rio de Janeiro em 2018: 46 (27 homens e 19 mulheres).

Fator de risco

A exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida, além dos episódios de queimadura solar, são os principais fatores de risco do câncer de pele.

Segundo o coordenador do #DezembroLaranja, Dr. Elimar Gomes, qualquer um pode desenvolver um câncer de pele, porém existem pessoas mais propensas, como as de pele, cabelos e olhos claros; indivíduos com histórico familiar de câncer de pele; múltiplas pintas pelo corpo e pacientes imunossuprimidos e/ou transplantados.

“Estas pessoas precisam de um cuidado a mais com a pele e de avaliação frequente de um médico dermatologista”, frisa o especialista.

É preciso prestar a atenção em pintas que crescem, manchas que aumentam, sinais que se modificam ou feridas que não cicatrizam pois podem revelar o câncer de pele. O autoexame frequente facilita o diagnóstico e tratamento precoces. Ao notar algum dos sintomas, procure um médico especialista em dermatologia. Quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.

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