sábado, 16 de janeiro de 2021

Alerta para nova linhagem da Covid-19 no Rio

A primeira vez em que a nova linhagem foi detectada pelos pesquisadores foi em outubro. Foto: Marcelo Tavares

Um estudo divulgado nesta terça-feira (22) revela uma nova linhagem de SARS-CoV-2 (vírus causador da Covid-19) circulante no Estado do Rio de Janeiro. A pesquisa do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), relata o sequenciamento de 180 novos genomas virais obtidos em 19 diferentes municípios, de abril a novembro de 2020.

De acordo com o estudo, a nova linhagem de SARS-CoV-2 é originada da linhagem B.1.1.28, caracterizada pela presença de cinco mutações: C100U, C28253U, G28628U, G28975U e C29754U. A pesquisa revela ainda que essa nova linhagem surgiu em julho. Entretanto, ainda não há indícios de que possa ser mais transmissível ou que possa interferir na eficácia das vacinas que estão sendo desenvolvidas.

‘Além dessas cinco, a mutação G23012A (E484K), no domínio de ligação ao receptor da proteína Spike, está amplamente espalhado nos genomas dessa linhagem. E484K foi anteriormente associada ao escape de anticorpos neutralizantes contra SARS-CoV-2’, explica o estudo.

A primeira vez em que a nova linhagem foi detectada pelos pesquisadores foi em outubro. Segundo o estudo, na época, ainda estava parcialmente restrita à cidade do Rio, capital do Estado. No entanto, a pesquisa alerta que, conforme observado para outras variações, pode se espalhar rapidamente no estado.

‘O aumento significativo na frequência desta linhagem levanta preocupações sobre a gestão da saúde pública e a necessidade contínua de vigilância genômica durante a segunda onda de infecções’.

Dos 180 genomas sequenciados, 82 foram de homens e 98 de mulheres. A maior parte dos pacientes estudados (60,6%) eram residentes da capital do Rio e as amostras foram coletadas entre abril e novembro, entre as semanas epidemiológicas 15 e 45.

Os dados analisados foram diagnósticos positivos de Covid-19 feitos pela UFRJ e pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ), ambos no Rio, além do Laboratório de Diagnóstico Molecular Dr. Francisco Rimolo Neto, em Maricá.

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