segunda, 28 de setembro de 2020

Ambulantes comemoram volta às areias do Rio

Ambulantes tiveram permissão para voltarem ao trabalho neste sábado (1º). Foto: Pedro Conforte

Apesar da Prefeitura do Rio não ter liberado a permanência de pessoas nas areias das praias, os ambulantes puderam voltar ao trabalho neste sábado (1º). Alguns deles comemoraram o primeiro fim de semana de vendas desde o início da pandemia do novo coronavírus.

A volta dos banhos de mar, depois das proibições para evitar maior disseminação da Covid-19, também foram autorizadas com a Fase 5 do Plano de Retomada das Atividades da Prefeitura.

Vendedor ambulante há quase 15 anos, Gilberto de Oliveira, de 39 anos, contou que voltou a trabalhar há duas semanas, porque as contas estavam acumuladas. Ele explicou que nesse fim de semana conseguiu vender cerca de R$ 130 em produtos.

“Como a prefeitura liberou aos poucos, ficou mais tranquilo de voltar. Sem trabalhar estava sobrevivendo de auxílio e ajuda dos outros que me davam cesta básica. Estou de segunda a segunda aqui, que é de onde tiro o meu sustento”, explicou Gilberto, que se dividia na manhã desta segunda-feira (3) entre as praias de Ipanema e Leblon.

Ambulante percorre a areia da praia de Ipanema. Foto: Pedro Conforte

Alefer Souza, de 26 anos, vende biquínis na praia há 10 anos e escolheu voltar às vendas apenas nesta segunda-feira (3). Ele contou que ficou quatro meses sem trabalhar e contou com a ajuda da mãe para se sustentar.

“Eu não consegui pegar o auxílio, então fiquei dependendo da minha mãe. Tenho um filho de três anos e ela que me ajudou a pagar a pensão dele. Quando nos proibiram de trabalhar, achei a medida necessária, porque se não tivessem feito isso, o estrago seria maior. Hoje, a única coisa que quero é sair daqui tendo efetuado alguma venda”, explicou.

Apesar da Prefeitura esclarecer que ambulantes podem trabalhar das 7h às 18h nas praias, parques e praças, sem aluguel de cadeiras e barracas, vendendo apenas produtos industrializados – bebida alcoólica está proibida – e com os devidos cuidados previstos nas Regras de Ouro, barraqueiros contaram que foram proibidos de montar o local de vendas. Esse é o caso de Antônia de Maria Marques, de 55 anos.

“Eles falaram que iam liberar, mas agora voltaram atrás e disseram que seria apenas para ambulantes de isopor que caminham pela praia. Somos uma família de barraqueiros e estamos na luta para sobrevivermos. Ganhamos cesta básica de conhecidos, mas apenas uma da prefeitura até hoje. Já são quatro meses sem trabalhar e as contas só embolando”, explicou a mulher, que atua em Copacabana, na altura do posto 5.

Em nota, a prefeitura, por meio da Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano, da Secretaria Municipal de Fazenda, informou que estão liberados apenas os barraqueiros, que trabalham em postos fixos, e aqueles que circulam pelas areias de forma itinerante. São proibidas a venda de bebidas alcoólicas e a oferta de cadeiras e de guarda sois aos banhistas.

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