sexta, 23 de outubro de 2020

Animal em risco de extinção aparece na Praia das Flechas em Niterói

União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) informa que a espécie é classificada como vulnerável. E pela Legislação Brasileira ela é “criticamente ameaçada”. Imagens via Grupo Plantão Enfoco

O isolamento social em Niterói continua mostrando resultados positivos em números de infectados e também com as mudanças na natureza local —como é o caso dos mares, que por influência das marés, correntes e demais fatores, podem proporcionar visitas inesperadas.

Nesta quarta-feira (27) o animal popularmente conhecido como raia-borboleta ou manteiga, da família Gymnuridae, foi visto circulando nas águas da Praia das Flechas, entre os bairros de Icaraí e do Ingá, na Zona Sul de Niterói.

“Elas voltaram. Na minha infância tínhamos que tomar cuidado porque elas sempre apareciam pelo raso”, celebrou a moradora Alessandra Galvão.

Segundo especialistas, a presença do animal é comum na Baía de Guanabara, e pelas imagens do vídeo compartilhado nas redes sociais, seria uma arraia adulta. A espécie pode chegar a 4 metros de largura e o comprimento total máximo chega a 1,4 metros.

Não é possível afirmar, no entanto, que o isolamento social tenha relação direta com a presença do animal, como foi o caso desta quarta (27), ressaltam estudiosos, uma vez que a Baía de Guanabara renova suas águas constantemente, sendo a cor clara comum nessa época do ano.

De acordo com a bióloga marinha Larissa Gouvêa Paiva, que também atua como educadora ambiental no Projeto UÇÁ, acredita-se que a Baía de Guanabara funcione como berçário para essa e outras espécies de arraias. A espécie fica na região costeira e costuma se alimentar principalmente de peixes e crustáceos, sendo a corvina (Micropogonias furnieri) o alimento preferido por aqui.

“A arraia-borboleta é inofensiva para os seres humanos, pois não é agressiva. Entretanto se pisada, ela vai utilizar seu pequeno espinho localizado na cauda como defesa, mas vale destacar que não é letal”, explicou Larissa.

Com base em um estudo elaborado pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), a especialista relata que a espécie é vulnerável em todo o mundo. E que no Brasil, é classificada como “criticamente ameaçada”, ressalta Larissa, mestre em Oceanografia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

“Isso se deve muitas vezes à pressão pesqueira e contaminação, que já foi relatada para a espécie na Baía de Guanabara. Sendo assim, a Baía de Guanabara seria importante pois pode funcionar como um berçário”, ensina.

Características

Estudiosos garantem que a família Gymnuridae é de fácil identificação, uma vez que se diferencia dos demais elasmobrânquios por possuir um corpo bem achatado dorsoventralmente, onde a cabeça, o tronco e as nadadeiras peitorais se expandem formando um disco com geometria romboidal.

A coloração dorsal da arraia varia do castanho-escuro ao castanho-claro, com pequenos pontos e manchas espalhados ao longo do dorso e a parte ventral é clara.

“Ela habita águas rasas, até 100 metros, e tem preferência por águas salobras e costeiras, geralmente com fundos de areia e lama. É amplamente distribuída ao longo das regiões Oceano Atlântico Oriental e Ocidental. Aqui no Brasil, sua presença é confirmada para as Regiões Sul e Sudeste”, finaliza a bióloga.

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