domingo, 29 de novembro de 2020

Bloqueios começam a impedir acesso de turistas em Maricá

Bloqueios começaram nesta quinta (30). Foto: Marcelo Tavares

As barreiras sanitárias que restringem o acesso de turistas e moradores de outros municípios a Maricá começaram a valer na tarde desta quinta-feira (30). Ao todo, serão 10 pontos de bloqueio em pontos estratégicos. A medida tem como objetivo conter a curva de crescimento do novo Coronavírus na cidade.

De acordo com o decreto do prefeito Fabiano Horta (PT), as barreiras funcionarão por 24 horas até às 18h de domingo (3). A operação conta por dia com 261 agentes (guardas municipais e policiais do Programa Estadual de Integração na Segurança – Proeis) e 39 viaturas do município, que já iniciaram o trabalho de abordagem dos motoristas nos principais acessos à cidade.

Para conseguir passar pelas barreiras, o motorista que é morador precisa ter em mãos um comprovante de residência. Caso não tenha, ele precisará assinar um termo de declaração informando o endereço e o telefone. Já se o motorista exercer alguma atividade essencial em Maricá, é preciso apresentar comprovação do trabalho.

As barreiras estão instaladas em: Serrinha, Calaboca, Cajueiro, São José do Imbassaí, Zacarias, Bambuí, Espraiado, Ubatiba, Jaconé e Ponta Negra. De acordo com o secretário de Ordem Pública e Gestão de Gabinete Institucional, Júlio Veras, além dos bloqueios, ainda serão montados pontos de vigilância em toda a orla de Maricá. Nestes locais, agentes da Defesa Civil e da Guarda Municipal atuarão com reboques, uma vez que o decreto também prevê a proibição de estacionamento por todo o litoral.

“Sabemos que é uma medida dura, mas extremamente necessária. O período é curto, então a gente pede a colaboração dos nossos vizinhos, uma vez que provavelmente será um final de semana de sol, que deixem para visitar as belezas naturais de Maricá quando tudo isso passar”, disse o secretário.

Ainda segundo o secretário, diferente do que os moradores cogitaram, não foi montado uma barreira na RJ-106. Embora a medida determine instalação de bloqueios nas divisas com outros municípios (como Niterói, Saquarema, São Gonçalo e Itaboraí), Veras afirma que uma interdição na rodovia não seria estrategicamente viável, uma vez que a estimativa é de que, às sextas-feiras, cerca de 20 mil veículos cruzem a cidade pela estrada.

“Não há barreira na RJ-106 justamente para evitar qualquer transtorno, acidente ou congestionamento na rodovia, onde o fluxo é muito maior. O cidadão que não for morador ou estiver trabalhando, que chegar até a barreira, será orientado a retornar ao seu município de origem”, afirmou.

O motorista de ônibus e morador de Itaipuaçu, Valdson Magalhães, de 53 anos, que seguia de carro para casa, foi abordado no bloqueio do Módulo Calaboca, poucos antes 16h. Segundo o rodoviário, a medida é válida e precisa ser respeitada pelas pessoas para evitar contaminação em massa na região.

“Nós que temos que trabalhar todos os dias, não tem jeito, tem que se expor ao risco. O serviço de ônibus precisa atender a população mesmo durante a pandemia, mas a barreira é importante porque mantém cada um no seu quadrado”, avaliou.

Publicada às 16h25 e atualizada às 18h

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