quarta, 25 de novembro de 2020

Cachorro quente de São Francisco de volta em Niterói

As mini-vans de cachorro quente voltarão a ocupar a orla da praia de São Francisco, das 16h à 0h, a partir desta sexta-feira (28). Foto: Colaboração/ Leitor Plantão Enfoco

As mini-vans de cachorro quente voltarão a ocupar a orla da praia de São Francisco, na Zona Sul de Niterói, entre os horários das 16h à 0h a partir desta sexta-feira (28) e funcionarão no esquema take-away (pague e leve). Não serão permitidas cadeiras e mesas ao redor das vans, ao menos nessa primeira fase. A distância mínima entre vendedores e clientes será de 1,5m.

O prefeito Rodrigo Neves (PDT) anuncia a liberação dos 25 towners durante transmissão ao vivo nas redes sociais na noite desta quinta (27), segundo afirmou o vereador Gallo (Cidadania).

Durante reunião virtual nesta quarta-feira (26), a subsecretária de Saúde Camilla Franco e o secretário municipal de Ordem Pública Paulo Henrique Moraes esquematizaram previamente com os profissionais da categoria todos os critérios sanitários que devem ser adotados.

Seguindo o decreto municipal, desde o início da pandemia cerca de 75 trabalhadores da categoria estão há cinco meses sem trabalhar, por conta das orientações sanitárias de combate à Covid-19. Eles também não receberam qualquer tipo de auxílio nesta temporada, fato que inclusive gerou reivindicação no Legislativo.

Neste período, os trabalhadores que atuam no local há mais de 20 anos tiveram que se reinventar para poder sobreviver, conforme desabafou Osmar Gonelli, de 58 anos, diretor financeiro da Cooperativa dos Vendedores de Produtos Alimentícios de Niterói.

“Esse retorno é uma vitória. Estamos muito felizes porque conseguimos mostrar quem nós somos para o prefeito, através do vereador Gallo. Já temos mais de 20 anos de trabalho na praia e passamos os piores momentos das nossas vidas porque não temos outra renda. São 25 famílias, cada trabalhador tentou vender alguma coisa, criar alternativa para poder sobreviver. Eu não desejo isso a ninguém”

Na última semana, o veto do prefeito Rodrigo Neves (PDT) sobre a iniciativa do auxílio emergencial de R$ 500 para a categoria gerou polêmica na Câmara. A justificativa foi que três programas de transferência já implementam as políticas públicas que estão relacionadas ao assunto do PL 129/2020.

A movimentação em plenário foi a seguinte: nove vereadores optaram pela manutenção do veto, enquanto oito parlamentares decidiram ir contra o pensamento do governo municipal. Parlamentares de partidos opostos que não concordaram com o veto protagonizaram debates acalorados em defesa dos trabalhadores.

Em depoimento ao Plantão Enfoco nesta quarta (26), o vereador Gallo disse que optar pela volta do funcionamento das mini-vans na orla de São Francisco, ainda que de forma gradual, foi uma medida assertiva do Executivo com relação aos trabalhadores.

“Essa cooperativa, ela é muito bem vista em termos de higiene e protocolos antes mesmo da pandemia. Eles têm a Comissão de Ética para ver se as towers estão limpas. Não terão dificuldade nenhuma em adequar essas determinações. São 25 towers e nela cada um trabalha com duas ou três pessoas, são cerca de 75 profissionais que estavam sem ajuda, se virando e que agora terão essas oito horas de trabalho”, disse.

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