quarta, 28 de outubro de 2020

Câmara discute feminicídio em SG

Encontro na Câmara foi presidido pelo vereador Alexandre Gomes (PSC). (Foto: Arquivo/Grupo Plantão Enfoco)

Mais orçamento para o setor de políticas públicas para as mulheres. Este foi o principal pedido feito durante audiência pública sobre “O que fazer para frear os altos índices de Feminicídio em São Gonçalo” na Câmara Municipal na manhã desta terça-feira.

Durante o encontro, presidido pelo vereador Alexandre Gomes (PSC), integrantes do Movimento de Mulheres da cidade e representantes do Pode Executivo e da OAB relataram a violência em números e denunciaram o fechamento de órgãos voltados ao atendimento da mulher.

Uma das fundadoras do Movimento de Mulheres de São Gonçalo, Oscarina Souza Siqueira, lembrou das lutas para a criação do grupo e do árduo trabalho para conseguir montar na cidade núcleos de atendimento.

“Nosso movimento começou em 1987, quando começamos a buscar a implantação da Deam. Naquela época já tinha violência contra a mulher. O feminicídio não é uma coisa nova”. 

Marisa Chaves, também do Movimento de Mulheres, falou de números e da criação da subsecretaria municipal de Políticas para Mulheres.

“Com apoio do então prefeito Edson Ezequiel criamos o Centro Especial de Orientação a Mulher (Ceom) e em 2008 conseguimos criar a subsecretaria, onde foi montado uma série de projetos e programas. A violência em nossa cidade tem aumentado. Os números do ano passado não correspondem com a verdade, pois tivemos três meses de greve da polícia civil e muitos casos deixaram de ser registrados. Os dados mostram 3.558 ocorrências, entre estupros, espancamento, tentativas de homicídio e homicídios. Este número foi muito maior”, garantiu. 

A subsecretária de Politicas para as Mulheres, Andrea Machado, garantiu que o prefeito José Luiz Nanci é um grande incentivador do órgão e que vem trabalhando para colocar em prática novas ações de combate a violência e de atenção à mulher.

“Os relatórios mostram aumento no número de estupro entre jovens de 12 a 17 anos. Tivemos no ano passado seis mulheres assassinadas. Temos que procurar agir mais pós-denúncia e por isso fizemos um contrato com a Deam-SG para que todos os casos sejam encaminhados a prefeitura”, pontou.

O vereador Alexandre Gomes (PSB) garante que o principal objetivo da discussão foi despertar nas mulheres vítimas de violência a necessidade da denúncia e, nas autoridades, a necessidade da proteção pós-denúncia.

“A violência contra a mulher causa sofrimento, medo, constrangimento e afeta principalmente a vida pessoal e profissional de toda a família. Como foi dito aqui, temos garantido só a assistência às vítimas. Falta a prevenção. Temos que buscar meios para evitar a agressão e principalmente o feminicídio”, garantiu o parlamentar ao lado do também vereador professor Paulo.

Créditos: CMSG

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