sábado, 24 de outubro de 2020

Canal do YouTube ‘Bel para Meninas’ vira alvo de investigação em Maricá

A adolescente participa com a mãe nos episódios do canal da Bel. Foto: Reprodução de vídeo

O Conselho Tutelar e Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Maricá investiga o caso da youtuber maricaense Isabel, do canal “Bel para Meninas” que vem ganhando grande repercussão nas redes sociais desde o início da semana.

Denúncias de que a youtuber estaria sendo pressionada pela própria mãe, conhecida como Fran, a continuar produzindo conteúdos para o canal no YouTube chegaram ao Conselho Tutelar nesta terça-feira (19). De acordo com o Conselho, a primeira denúncia partiu do estado do Rio Grande do Sul.

Equipe conselho tutelar Maricá
Conselho Tutelar de Maricá está responsável pela investigação. Foto: Ibici Silva

O presidente do CMDCA, Alan Christi, o Conselho confirmou o recebimento da denúncia contra os pais da criança.

“Recebemos alguns pedidos de atuação, intervenção e de informações sobre o caso da youtuber. Diante da pandemia existe ainda a propagação de mensagem e informações por meios remotos”, afirma Christi.

O canal ‘Bel para Meninas’, criado em 2015, tem mais de 7 milhões de inscritos e conta com mais de 2 milhões de visualizações dependendo do episódio. Segundo a descrição, ‘Fran Nina e Bel para meninas’ é apresentado pela dupla Fran e Bel, mãe e filha, além de participações de outros membros da família. A proposta é aproximar as famílias e ensinar que é possível brincar e se divertir sem gastar dinheiro.

A conselheira tutelar Tatiana Dias informou que uma equipe realizou duas visitas a casa da família para averiguar as denúncias.

“Recebemos a denúncia de violência psicológica contra a youtuber. A família se mostrou muito fragilizada neste momento. Ouvimos também a adolescente, que aparentemente esta bem, saudável e tentando entender o caso. Todo o questionário realizado na residência será enviado ao Ministério Público”, disse.

A hashtag ‘SalvemBelParaMeninas’ foi amplamente usada para denunciar possíveis abusos cometidos contra a criança. Pelas denúncias, Bel estaria sendo obrigada a gravar vídeos para o canal.

“Não existe um relatório fechado sobre o caso, pois o suposto crime é novo. Vamos avaliar os vídeos e a adolescente também precisa passar por avaliações psicológicas para que o caso seja fechado”, explica o coordenador do Conselho Tutelar, Jorge Márcio.

A acusada e mãe da adolescente se pronunciou através da redes sociais com uma foto da família.

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