domingo, 25 de outubro de 2020

Centenas de lojas encerram atividades em Niterói

Polo gastronômico, Rua Nóbrega em Icaraí. Foto: Eduarda Hillebrandt
Comércio avalia prejuízo de 90% nas vendas em Niterói. Foto: Eduarda Hillebrandt / Arquivo

As medidas de restrição impostas pela Prefeitura de Niterói no combate ao novo coronavírus já começam a apresentar efeitos na economia municipal. Isso porque cerca 370 lojas já fecharam as portas desde o início do decreto anunciado há dois meses que estabeleceu o fechamento do setor. O dado é da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que revela o impacto principalmente em escritórios, salões de beleza, lojas de rua e até mesmo em shoppings.

Segundo a CDL, desde o início do isolamento social os setores de comércio e serviços já sofreram perda de até 90% do faturamento. A informação também foi confirmada pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de Niterói (Sindilojas) que tem especial preocupação com a situação das lojas na Região Oceânica, onde o fechamento definitivo de empresas poderá chegar a 30%.

De acordo com levantamento recente da CDL Niterói, a maioria das empresas do setor no município demitiu em torno de 60% dos funcionários neste período de medidas restritivas para conter o avanço da Covid-19.

As MEIs, pequenas empresas, fecharam em torno de 70%. A CDL explica que mesmo com a ajuda que a prefeitura deu, não foi suficiente porque apesar do esforço, chegou tardiamente.

Ainda de acordo com a Câmara, houve burocratização de projetos, principalmente no que cedia dinheiro para capital de giro aos empresários, pelo Banco do Brasil. Com a crise, gestores não teriam conseguido efetuar empréstimos.

Para Charbel Tauil Rodrigues, presidente do Sindilojas Niterói, as perdas são irrecuperáveis, uma vez que os custos continuaram existindo.

“A esta altura estamos chegando a um ponto perigosíssimo do ponto de vista da sobrevivência comercial, uma vez que a imensa maioria dos pequenos e médios empreendedores simplesmente não terá mais como arcar como seus compromissos”

Charbel Tauil, presidente do Sindlojas

Procurada, a Secretaria Municipal de Fazenda ainda não informou o número total de empresas cadastradas na cidade, no setor de lojas e serviços, assim como o número de baixas nos CNPJs desde o início do isolamento social.

Novo normal

A Prefeitura inicia na próxima quinta-feira (21) ‘uma transição gradual para uma nova normalidade’ no município. O anúncio foi feito neste domingo (17) pelo prefeito Rodrigo Neves (PDT), em pronunciamento nas redes sociais.

O plano está sendo desenvolvido por técnicos do Executivo, especialistas da Fiocruz, UFF, UFRJ e representantes de entidades empresariais. Ele será apresentado à população nesta terça (19).

Com a continuidade do cenário econômico em baixa, pelo menos 10% dos atuais CNPJs deverão ser encerrados nas próximas semanas em toda a cidade, segundo afirmou Charbel Tauil.

Questionado sobre os programas de apoio criados pela Prefeitura, Tauil considera que houve ‘ajuda considerável no que diz respeito à preservação de empregos’.

No entanto, sobre o ‘Niterói Supera’, voltado para empreendedores, ele conta que “o Sindilojas desconhece um único caso de alguém que tenha conseguido receber esses recursos em conta”.

“Lá [na Região Oceânica], quase todos são pequenos estabelecimentos, fisicamente espaçados e com baixa densidade de visitação de consumidores, o que a nosso ver deveria colocá-los como prioritários no processo de reabertura do comércio na cidade”, propõe o presidente do Sindilojas Niterói.

Empresa Cidadã

O programa Empresa Cidadã 1 foi encerrado neste final de semana com 2.445 empresas cadastradas, preenchendo os 10 mil postos de trabalho previstos, segundo a Prefeitura de Niterói, que já está com as inscrições abertas para a segunda fase do programa.

O programa tem como objetivo ajudar micro, pequenas empresas, entidades religiosas, organizações sindicais, clubes e entidades filantrópicas no pagamento da folha de empregados.

Na Empresa Cidadã, o poder público faz o depósito de um salário mínimo por três meses para até nove empregados da empresa, entidade religiosa ou organização sindical com até 40 funcionários e alvará na cidade. Como contrapartida, os cadastrados se comprometem a não reduzir seu número de funcionários até seis meses após a adesão ao programa.

Nesta nova etapa, que terá inscrições até o dia 26, inclui ainda clubes e entidades filantrópicas de Niterói, que terão o auxílio no pagamento de até 20 funcionários. Para essas instituições não há limite de empregados. A expectativa é preservar 5 mil postos de trabalho e as inscrições podem ser feitas no site.

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