sábado, 24 de outubro de 2020

Chuva, famosos e gritos de ‘é campeã’ marcam segundo dia de desfiles

Ferrugem foi a atração do camarote Mar no segundo dia de desfiles. Foto: Plantão Enfoco

O segundo dia de desfiles da série A, na madrugada de sábado (22) para domingo, foi marcado por chuva, personalidades na Marquês de Sapucaí, gritos de “é campeã” e muito samba no pé. Mas não foram só as baterias que esquentaram o clima no Sambódromo. No Camarote Mar, o cantor Ferrugem embalou os foliões do espaço.

A noite começou com o desfile da Acadêmicos do Sossego, por volta de 22h30, que coloriu a Marquês de Sapucaí com uma apresentação de superação. A agremiação do Largo da Batalha entregou o enredo “Os Tambores de Olokun”, em comemoração aos 50 anos da escola, misturando samba com o Maracatu.

Em seguida, foi a vez da Inocentes de Belford Roxo que trouxe a jogadora Marta como enredo. A escola prestou uma homenagem à esportista, que desfilou como destaque da última alegoria e se emocionou na avenida. A agremiação contou, por meio das alas, fantasias e carros, a infância, a superação das dificuldades no futebol e o ápice de carreira, com o sucesso atingido pelos títulos de melhor jogadora do mundo.

Marta desfilou na escola que a homenageou. Foto: Plantão Enfoco

É a Marta, é a Deusa
A defesa aos seus pés
É bola de ouro, é gente da gente
O brilho inocente da camisa 10

Trecho do refrão do samba-enredo da Inocentes de Belford Roxo

A terceira escola da noite foi a Unidos de Bangu, que contou o enredo “Memórias de um Griô”. A agremiação decidiu por representar a origem do continente africano através da visão de um senhor sábio contador de histórias da Velha África. Na avenida, os principais capítulos dessa trajetória incluíram o sequestro dos povos da África, a escravização no Brasil e o racismo.

A frente da bateria, a escola trouxe como rainha a mãe da cantora Lexa, Darlin Ferratry. A ‘Sapequinha’ esteve no Sambódromo para prestigiar o sonho da mãe em desfilar na avenida. Ela retornará à Marquês de Sapucaí, na segunda-feira (24), desta vez com a coroa da percussão, a frente dos ritmistas da Unidos da Tijuca.

A quarta escola a desfilar foi a Acadêmicos de Santa Cruz, que trouxe o enredo “Santa Cruz de Barbalha, um conto popular no Cariri Cearense”. A agremiação narrou os feitos, personagens, histórias e a cultura da cidade cearense Barbalha, do nordeste brasileiro. A escola saiu da avenida aos gritos de “é campeã” da arquibancada.

O mesmo aconteceu com a tão aguardada Imperatriz Leopoldinense. Rebaixada no ano passado, a agremiação revisitou a homenagem que fez em 1981 ao compositor Lamartine Babo e levantou a arquibancada. Com o samba na boca dos foliões, a escola conseguiu manter a energia do início ao fim do desfile. Nomes conhecidos também integraram à comunidade de Ramos na passagem pela Sapucaí.

Imperatriz remontou desfile de 1981. Foto: Plantão Enfoco

A cantora Iza assumiu a coroa dos ritmistas e empolgou às arquibancadas. No segundo carro, que representou um bonde ocupado por foliões, a escola também trouxe o cantor Elymar Santos.

A única escola que apresentou dificuldades para entrar na avenida foi a penúltima do dia, a Unidos de Padre Miguel. Os primeiros carros, entre eles o Abre-Alas, deram dor de cabeça aos componentes e a harmonia acabou prejudicada. A agremiação trouxe o enredo “Ginga”, que homenageou a capoeira e falou sobre ancestralidade e a perseguição sofrida por essa manifestação cultural, que foi proibida dois anos após a Abolição da Escravidão e só foi liberada em 1932.

A Império da Tijuca encerrou os desfiles com o título “Quimeras de um Eterno Aprendiz”. A escola contou a história do pedreiro Evandro Santos e de sua militância em prol da educação e do acesso à leitura, que culminaram na criação da Biblioteca Comunitária Tobias Barreto, que teve apoio do arquiteto Oscar Niemeyer.

Camarote Mar

O cantor Ferrugem foi a atração do segundo dia de desfiles pela série A do carnaval carioca, no Camarote Mar, no Sambódromo. O artista subiu ao palco, por volta das 4h, e cantou os principais sucessos da carreira. Quem também prestigiou o espaço foi o atacante Pedro, recentemente contratado pelo Flamengo.

“Fico feliz demais de poder comparecer à Sapucaí. Minha escola do coração é a Mangueira, que desfila no domingo. Mas como eu não sabia se poderia vir, então estou aqui. O Rio de Janeiro é minha casa, estou muito feliz”, disse o jogador, que conquistou junto com o clube a Taça Guanabara, neste sábado (22).

O atacante Pedro conferiu os desfiles da frisa do Camarote Mar. Foto: Plantão Enfoco
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