sábado, 23 de janeiro de 2021

Combate à fraude dos cartões de gratuidade em Niterói e região

Tarifa, Biometria, Ônibus, Coletivo
Em um ano, o prejuízo causado pelo fraudador pode chegar a R$ 335 mil. Foto: Arquivo

O Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj), com apoio da Riocard Mais, lançou uma campanha de conscientização para alertar a população sobre a prática criminosa de compra ou venda de créditos de transporte associados a benefícios tarifários, como as gratuidades, uma vez que são de uso pessoal e são intransferíveis.

Os passageiros que se utilizam de vantagens ilícitas para o uso do transporte público ajudam a financiar o crime organizado, colaboram para a perda da qualidade do sistema de ônibus e contribuem para desvirtuar o uso de recursos públicos que deveriam beneficiar apenas os usuários mais atingidos pela crise econômica.

As fraudes provocadas pelo uso indevido de benefícios sociais enfraquecem o sistema de transporte público, que vivencia uma das maiores crise de sua história, agravada nos últimos nove meses pela pandemia de Covid-19.

Com a utilização da biometria facial, é possível constatar que o passageiro que utiliza o cartão no momento do embarque, e é flagrado pelo sistema de câmeras do ônibus, não é o mesmo que foi cadastrado para ter direito e acesso aos benefícios sociais previstos em lei ou em atos do poder público. Nestes casos, os cartões são bloqueados para uso, após os fraudadores terem sido fotografados e identificados.

É possível calcular o tamanho do impacto da fraude no sistema de transporte de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Tanguá. Levando em consideração os dados relativos a 2019, mais de 80 mil viagens foram realizadas de forma ilegal com cartões de gratuidades do tipo Sênior, de acordo com o sistema de informações da Riocard Mais.

São casos de idosos que emprestam seu cartão sem associar o ato à fraude ou alugam seus cartões para terceiros com interesses financeiros. Mas o resultado é o mesmo: comprar ou vender créditos de transporte de cartões de gratuidade é considerado crime. Em um ano, o prejuízo causado pelo fraudador pode chegar a R$ 335 mil.

“A campanha de conscientização é mais um esforço do setor no sentido de combater o crime que tanto prejudica o transporte público. Houve investimentos em tecnologia, como a biometria facial. Uma câmara instalada próxima ao validador auxilia na identificação das viagens que são feitas de modo irregular. Recebemos relatórios, com imagens, que comprovam que não o titular da gratuidade não está usando o próprio cartão. O passageiro que pensa que está tendo vantagem, na verdade, está contribuindo para estimular uma atividade criminosa”, explica Márcio Barbosa, presidente executivo do Setrerj.

Como evitar a fraude

O Setrerj e a Riocard Mais reforçam a orientação e a recomendação aos passageiros para não emprestarem seu cartão de transporte para terceiros, já que os benefícios são concedidos pelas autoridades públicas para uso exclusivamente pessoal.

Os fraudadores costumam aproveitar a falta de informação para aliciar os usuários de transporte, que podem desconhecer que a compra ou venda de créditos de transporte associados a benefícios sociais é crime previsto pela Polícia.

Para evitar a fraude, basta não emprestar ou “alugar” o cartão e recusar a abordagem dos vendedores que ficam em pontos de ônibus, estações ou terminais oferecendo a passagem por um valor inferior ao valor cobrado.

“É preciso entender que colaborar com o fraudador é se associar ao crime. É falsa essa impressão de obter vantagem por pagar mais barato. O desequilíbrio causado ao transporte público prejudica o próprio passageiro. Somente o criminoso ganha com essa atitude”, observa Melissa Sartori, gerente de Marketing da Riocard Mais.

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