sábado, 05 de dezembro de 2020

Cosme e Damião: tradição mantida na pandemia

Gabriela garantiu seu saquinho de doces logo cedo. Foto: Ramon Ribeiro

Se reinventar foi a melhor opção para alguns fiéis continuarem com a tradição de entrega de doces, neste domingo (27), dia de São Cosme e Damião. No contexto atual causado pelo coronavírus, muitas pessoas que tinham o hábito de participar da comemoração ficaram receosas por uma possível aglomeração.  

Este ano foi possível ver mais pessoas de carro distribuindo os doces. Foto: Ramon Ribeiro.

Com máscaras de proteção e álcool em gel, muitos optaram por realizar as entregas dos carros, percorrendo diferentes ruas da cidade. Para não deixar o dia passar em branco, outras pessoas que preferiram não realizar as entregas de doces fizeram uma homenagem singela, como foi o caso da aposentada Nilda Guilherme, de 82 anos. 

Moradora da Ilha da Conceição, dona Nilda é uma das fiéis mais conhecidas da região, e há mais de 60 anos, faz uma grande festa para receber diversas pessoas em sua casa.

Nas comemorações, eram distribuídas em média 500 saquinhos com doces, mas, esse ano ela que está isolada em casa, fez somente um bolo com recheio colorido que será dividido entre familiares e vizinhos. 

Dona Nilda fez um bolo como homenagem ao dia de São Cosme e Damião. Foto: Ramon Ribeiro

“Eu sempre entregava os doces na parte da tarde, meu quintal era uma verdadeira festa. Como era muita gente, meus familiares sempre me ajudavam controlando a entrada e saída de pessoas e também com a distribuição dos saquinhos de doces. Uma enorme fila era feita no meu portão”, relembrou. 

O Engenheiro Mecânico Gabriel Souza Vieira, de 23 anos, percorreu de carro, algumas comunidades e conseguiu entregar 100 saquinhos de doces em uma hora e meia. 

Gabriel conseguiu entregar os doces em tempo recorde. Foto: Divulgação

“Consegui entregar os doces em um tempo recorde. Fiz a distribuição nas comunidades da Grota, Ititioca e no bairro da Engenhoca. Este ano, todos nós estamos vivendo dias difíceis devido à pandemia. Por isto, pensei bastante até tomar a decisão de distribuir os doces de forma segura e evitar a propagação do vírus. Utilizei álcool para limpeza de todos os doces, e na distribuição fui devidamente protegido com máscara, luvas e álcool em gel”, afirmou.

A pequena Gabriela Miranda, de 3 anos, garantiu logo pela manhã seu primeiro saquinho com doces. Os pais da pequena optaram por continuar com as buscas aos doces na parte da tarde devido ao calor intenso, mas fazem questão de apresentar essa experiência, tomando todas as medidas preventivas.

A pequena que estava de máscara fazendo a higienização das mãos, percorreu as ruas do bairro onde mora na companhia de sua mãe.

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','https://www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-1023799-1', 'auto'); ga('send', 'pageview');

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *