terça, 20 de outubro de 2020

Crivella estipula prazo de 10 dias para funcionamento dos hospitais de campanha

Leitos do hospital de campanha da Prefeitura, no Riocentro. Foto: Marcos de Paula / Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, afirmou nesta quarta-feira (13) que estima um prazo de até 10 dias para que os hospitais municipais de Campanha, no Riocentro, e Ronaldo Gazzola, em Acari, estejam em funcionamento pleno para atender pacientes da Covid-19. Até então, estavam abertos com os leitos possíveis porque precisavam da chegada de respiradores.

De acordo com Crivella, os novos equipamentos que já começaram a chegar da China — comprados pela Prefeitura do Rio antes mesmo de notícias sobre a pandemia, em gestão voltada a renovar o parque tecnológico da saúde municipal — vão garantir o atendimento com a capacidade total do município.

Os respiradores que já chegaram

Parte da aparelhagem chegou na terça-feira à noite (12) a capital fluminense e o restante chega ao longo desta quarta-feira (13).

Onde estão sendo instalados os respiradores

O prefeito declarou que são 726 respiradores no total, dos quais 200 serão entregues ao CTI do Hospital Municipal Ronaldo Gazzola, que também contará com mais 180 leitos para a enfermaria.

No Hospital Municipal de Campanha, no Riocentro, serão mais 80 respiradores, completando a montagem do CTI com 100 leitos e preparando os 400 leitos totais da enfermaria. Haverá ainda a entrega de 20 respiradores para o CER do Leblon.

Mais respiradores chegam no fim do mês

Crivella ressaltou que nos próximos dias 28, 29 e 30 de maio chegará o restante da leva de respiradores e demais equipamentos comprados da China (150 respiradores previstos para desembarque dia 28; 150 dia 29; 120 no dia 30).

“Os equipamentos novos são muito importantes nesses hospitais que recebem os casos mais graves. A tomografia, que se faz em 20 segundos, vai mostrar a situação do pulmão e permitir que a doença seja detectada cedo e não alcance a gravidade. Os respiradores são usados para os casos que se tornaram graves”, afirmou o prefeito Marcelo Crivella.

Médicos e enfermeiros estarão protegidos

O prefeito ressaltou a chegada também de milhares de equipamentos de proteção individual e disse:

“Também quero tranquilizar os médicos, enfermeiros, as equipes de apoio, que não vão faltar Equipamentos de Proteção Pessoal, os EPIs”, acrescentou.

Crivella informou que a Prefeitura do Rio segue fazendo as instalações dos tomógrafos comprados da China pela cidade — Del Castilho, Bangu e Campo Grande já receberam o equipamento; nesta semana, os tomógrafos chegam à Rocinha e à Cidade de Deus. Pavuna, Madureira, Campo Grande e a Comunidade da Maré serão as próximas regiões a contarem com a aparelhagem, numa estratégia classificada como muito importante pelo prefeito Marcelo Crivella.

“Muda estratégia de atendimento inicial, em que a pessoa ia pra casa e voltava se sentisse febre e falta de ar. Agora estamos mais preparados e podemos começar o tratamento já”, assegurou.

Tomógrafos terão enfermarias disponíveis  nos bairros

Crivella explicou que ao lado da instalação de cada tomógrafo pelos bairros também será montada uma enfermaria, onde a população já começara a receber os primeiros atendimentos. A decisão segue recomendação do Comitê Científico montado pela Prefeitura para estabelecer as ações de combate à pandemia.

Restrições de acesso no Rio

O prefeito Crivella agradeceu à população carioca que, segundo ele, está compreendendo e colaborando com as medidas adotadas no município para o combate à pandemia de coronavírus.

“Graças a Deus, a população está nos ajudando. Quero agradecer contribuição das pessoas, que nesse momento entendem a gravidade do assunto. As áreas que estão fechadas estão tendo o respeito da população em geral”, avaliou o prefeito.

O prefeito, contudo, disse que ainda é necessário manter as medidas de afastamento e que não há prazo para a suspensão das ações adotadas para o afastamento social.

“Nosso Comitê Científico se reúne a cada três dias. São professores do Fundão, Uerj, da comunidade médica, da rede privada, além de todos os especialistas do município. À medida que tenhamos leitos disponíveis e em boas quantidades, e nossas curvas forem baixando, claro que vamos voltar às atividades. Mas precisamos voltar numa situação em que o nível de infecção seja baixo e não haja riscos à idosos e pessoas comorbidades, além de termos leitos disponíveis”, ponderou Crivella.

Bloqueios não são lockdown

O prefeito Marcelo Crivella aproveitou a chegada dos equipamentos comprados pela Prefeitura na China para agradecer a ajuda da Polícia Militar nas ações de bloqueio às regiões com registros de maior movimentação de pessoas na cidade.

O secretário municipal de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca, explicou, ao lado de Crivella, que pelas características da cidade do Rio de Janeiro, não está havendo aqui o chamado lockdown. Segundo ele, a capital fluminense está realizando bloqueios pontuais em áreas onde foram observadas grandes concentrações de pessoas.

“Não vamos chamar (as medidas) de lockdown. Vamos chamar de bloqueios. E são parciais, apenas em áreas com grande fluxo de aglomeração – disse Gutemberg. – A gente insiste em apelar a todos, porque a aglomeração hoje é nosso inimigo. Esse afastamento social é importantíssimo”, ressaltou o secretário de Ordem Pública.

Publicado às 14h43.

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