quarta, 21 de outubro de 2020

Descartado caso de peste em paciente internada em SG

A suspeita de peste bubônica em uma paciente internada desde o último dia 22 de dezembro no Hospital Luiz Palmier, em São Gonçalo, foi descartada na tarde desta segunda-feira (14) pela Secretaria Estadual de Saúde.

Segundo a pasta, deu negativo o exame para a bactéria Yersinia pestis, causadora da peste bubônica. O exame apontou apenas a presença de uma bactéria simples, comum em lesões de pele. Para a realização do exame de sangue feito pelo Laboratório Central Noel Nutels (LACEM) foram adotadas técnicas recomendadas pelo Laboratório de Referência Nacional da Fiocruz/ MS.

O Ministério da Saúde também se manifestou a respeito e reforçou que o caso no município não foi confirmado para peste bubônica. O quadro clínico apresentado pela paciente não se enquadra na definição de caso suspeito para peste bubônica. Em análise refeita foi identificada a bactéria Morganella morganni, oportunista comum no ambiente e nas pessoas. Trata-se de um microrganismo amplamente distribuído no meio ambiente e não causa infecções em indivíduos com boa imunidade. Em pessoas com comprometimento imunológico, pode causar infecções oportunistas do trato respiratório, urinário e infectar feridas.

Amostras laboratoriais foram coletadas e devem chegar ainda nesta segunda-feira (14) no laboratório de referência Instituto de Pesquisa Aggeu Magalhães-FIOCRUZ-PE para outras análises e fechamento da investigação.

Segundo o Ministério, é importante destacar que, se mantivesse a suspeita de peste (já descartada), não há necessidade de isolamento da paciente, já que a mesma foi medicada e dessa forma não há risco de transmissão. 

O Ministério da Saúde informou por fim que o último caso de peste bubônica registrado no Brasil ocorreu no estado do Ceará, em 2005, e evoluiu para cura.

Patologia

A peste é uma doença infecciosa aguda transmitida principalmente por picada de pulga infectada. O agente etiológico é uma bactéria Gram-negativa – Yersinia pestis. A doença apresenta três formas clínicas, são elas: peste bubônica, peste pneumônica e peste septicêmica.  Devido à persistência da infecção em roedores silvestres, a doença é um perigo potencial para as populações.

A única forma de prevenção é evitar o contato com roedores silvestres e sinantrópicos (que vivem em meio urbano) e com suas pulgas. A forma bubônica é a mais comum e entre outras manifestações, a doença provoca febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, falta de apetite, vômitos, confusão mental e olhos avermelhados (congestão das conjuntivas). O tratamento, a base de antibióticos, é ofertado no Sistema Único de Saúde (SUS) e, para ser eficaz, deve ser iniciado nas primeiras 15 horas após o início dos sintomas. 

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