terça, 22 de setembro de 2020

Detran de Neves, em SG, sem previsão de reabertura

Órgão colou cartazes informativos na entrada da unidade em Neves. Foto: Marcelo Tavares

Dois dias após o episódio da suspeita de infestação de piolho de pombos, o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran) de Neves, em São Gonçalo, permanece fechado e já virou alvo de reclamações. Nesta sexta-feira (17), quem precisou dos serviços do posto não conseguiu atendimento porque os portões permanecem fechados.

A interdição do Detran, responsável por serviços de habilitação, identificação civil e registro de veículos, aconteceu na quarta-feira (15), se deu por medidas de manutenção e higienização. No mesmo dia, funcionários da unidade informaram que havia suspeita de que o local estava infestado pelos piolhos.

Procurado, o Detran informou que a unidade segue fechada para higienização geral, medida adotada depois que “insetos foram encontrados na unidade”, sem confirmar a infestação de piolhos. Segundo o departamento, a Vigilância Sanitária de São Gonçalo foi acionada para avaliar o local. De acordo com o Detran. o posto será reaberto somente após a liberação da Vigilância Sanitária.

A Vigilância Sanitária de São Gonçalo ainda não informou sobre a previsão de liberação do espaço e se o posto foi inspecionado.

Por conta da situação, quem estava agendado para realizar serviços de habilitação precisou ser remanejado para o posto do Rocha, localizado no mesmo município. A exceção é a prova eletrônica que deverá ser reagendada para outras unidades que ofereçam o serviço. O Detran emitiu as seguintes orientações:

  • Os usuários agendados para realizar procedimentos na unidade de Neves terão cinco dias para procurar postos próximos para fazer os serviços, sem a necessidade de novo agendamento.
  • Os atendimentos da Diretoria de Registro de Veículos, como licenciamento anual, transferência de propriedade e emplacamento, serão oferecidos na unidade de Niterói (para veículos de pequeno porte), na Rua Desembargador Lima Castro, 276, no bairro do Fonseca, e no posto de Itaboraí (para veículos de grande porte), na Avenida 22 de Maio.
  • Os serviços de Identificação Civil, como solicitação da primeira ou segunda via da identidade, podem ser realizados na unidade do Rocha, localizada na Rua José Lourenço Azevedo, 44, também em São Gonçalo, ou nas unidades de Niterói, no bairro do Fonseca ou no Niterói Shopping.
  • Os procedimentos de Habilitação, como emissão da segunda via da Carteira Nacional de Habilitação, alteração de dados, renovação e mudança de categoria, entre outros, podem ser feitos na unidade do Rocha, em São Gonçalo. A exceção é a prova eletrônica, que deverá ser reagendada para outras unidades que ofereçam o serviço.

Prejuízo

De acordo com o diretor presidente da Associação dos Despachantes Documentalistas e Públicos do Rio, Junior Alcantara, de 43 anos, a categoria já está sendo prejudicada pelo fechamento.

Ele contou que esteve na unidade de Neves nesta manhã e como não conseguiu atendimento, teve que ir até a sede do Detran, no Centro do Rio. Segundo Junior, os funcionários de lá não souberam informar sobre a volta do funcionamento do espaço interditado em São Gonçalo.

“Não é possível que eles não tenham feito esse trabalho ainda. Eu fui lá hoje pela manhã e vi que não tem previsão. Continuam redirecionando os serviços de vistorias, gerando uma demanda gigantesca durante toda essa semana. As pessoas têm que percorrer para outros municípios para solucionarem seus documentos e pendências”, reclama.

Tendo como função principal representar clientes junto ao Detran para futuras emissões de documentos de veículos, além de facilitar pagamentos de impostos e multas, dentre outras responsabilidades, a categoria de despachantes conta que os profissionais correm maior risco de acidentes e penalidades de trânsitos, por conta dos deslocamentos para outros municípios como Itaboraí e Niterói.

“No último dia 10, quase 100 despachantes se reuniram em uma manifestação pacífica para solicitar melhores condições de trabalho que atuam em pontos de vistoria. O problema é que na Região Metropolitana e principalmente no interior, o profissional fica com mais de 25 dias para agendar uma vistoria”, finalizou.

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