domingo, 29 de novembro de 2020

Entregadores realizam manifestação em Niterói

Manifestantes percorreram ruas do centro e da Zona Sul de Niterói. Foto: Pedro Conforte

Diversos entregadores de Niterói e São Gonçalo fizeram um protesto na manhã desta segunda-feira (4), no Centro de Niterói, para exigir melhores condições de trabalho e mais suporte nas plataformas de aplicativos de delivery.

A concentração aconteceu às 9hs, em frente à Estação das Barcas, na Praça Araraboia, no centro de Niterói. Cerca de 50 credenciados participaram do ato. A manifestação percorreu ruas do centro e da zona sul da cidade e teve como ponto final a Prefeitura.

Entre as reivindicações da categoria estão: receber taxa de deslocamento; melhorias na taxa de entregas; suspensão do bloqueio na plataforma sem direito de defesa; entre outras.

“Apesar de estarmos na linha de frente nessa época de pandemia, a nossa profissão é muito desvalorizada. Nós não temos a opção de avaliar o cliente, somente ele pode avaliar o entregador. Muitas das vezes avisamos na portaria que não podemos subir até os apartamentos por motivo de prevenção, o cliente não entende e acabamos tendo que subir do mesmo jeito. Ainda assim, recebemos uma avaliação negativa e somos bloqueados no aplicativo sem poder trabalhar”, disse o motoboy Rafael Simões.

Alguns entregadores não vêem o saldo positivo, mesmo trabalhando todos os dias na plataforma e acabam decidindo prestar os serviços no município do Rio.

“Aqui em Niterói e São Gonçalo o aplicativo não paga taxa de deslocamento do local onde estamos até o restaurante, já no Rio, o mesmo aplicativo paga essa taxa”, disse o entregador Leonardo Santos.

Procurada, a Rappi informou que reconhece o direito de livre manifestação pacífica e busca continuamente o diálogo com os entregadores parceiros de forma a melhorar a experiência oferecida a eles.

“Eles são fundamentais para a Rappi e ainda mais importantes para a sociedade nesse momento”, informou a empresa em nota.

A empresa informou ainda que continua aplicando os mesmos critérios no valor do frete – que varia de acordo com o clima, dia da semana, horário, zona da entrega, distância percorrida e complexidade do pedido – e só bloqueia entregadores parceiros em caso de descumprimento dos Termos e Condições da plataforma.

O iFood informou que que não houve qualquer alteração nos valores das entregas. Um levantamento da empresa aponta que todos os parceiros de entrega tem renda, por hora, acima do valor da hora do salário mínimo. Entregadores, que têm atividade em apps como principal fonte de renda e são atualmente responsáveis por 75% dos pedidos, têm repasses mensais de até R$2.500. 

A empresa informou ainda que bloquear de forma injusta não é bom para iFood, mas essa medida é utilizada com base em denúncias e evidências de, por exemplo, extravio de pedidos e fraudes de pagamento. Esse tipo de ação ajuda a empresa a proteger os próprios entregadores, clientes e restaurantes. Se um bloqueio foi feito de forma equivocada, os entregadores podem entrar em contato pelo canal oficial ([email protected]) para análise do caso. Se comprovado o erro,  conta é reativada.

Outras empresas que realizam entregas por aplicativo – Loggi, Uber eats e James – foram procuradas, mas ainda não se pronunciaram.

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