sábado, 19 de setembro de 2020

Escola de São Gonçalo estoca alimentos vencidos

Um depósito com alimentos fora da validade — há mais de dois meses, e que estariam sendo guardados para serem fornecidos aos alunos durante o retorno das aulas – foi descoberto no CIEP 411 Doutor Armando Leão Ferreira, no Engenho Pequeno, em São Gonçalo, na última sexta-feira (21). As escolas do município foram fechadas em março devido a pandemia de Covid-19.

No local, foram encontrados 100 litros de leite vencidos e cinco quilos de carne estragada, que estavam guardados num freezer da unidade escolar municipalizada. A prefeitura não respondeu se os produtos seriam de fato distribuídos aos estudantes na volta às aulas.

A denúncia, em questão, foi feita pela Comissão Permanente de Educação da Câmara, que enviará ofício ao governo municipal, ao Ministério Público do Estado e ao Ministério Público Federal nesta terça-feira (25), afirmou o membro e vereador Jalmir Júnior (PRTB).

Procurada pela reportagem, a secretaria municipal de Educação disse que vai abrir uma sindicância administrativa para apurar a responsabilidade e existência de irregularidade na atuação dos responsáveis pela escola.

“Houve crime de improbidade administrativa e desperdício de dinheiro público. Existem várias irregularidades”, contou o vereador Jalmir Júnior. Por meio de imagens divulgadas nas redes sociais, é possível notar que as caixas de leites estão com vencimentos entre maio e junho.

“Chegamos lá a carne estava estragada, mas arrancaram a etiqueta. Vimos mais de 100 litros de leite vencidos. O correto seria conduzir a funcionária para a delegacia, mas vou entrar com requerimento. Estamos terminando de oficiar e faremos isso nesta terça”, explicou o parlamentar.

Ainda de acordo com a secretaria municipal de Educação, os alimentos que estavam no freezer e fora da validade, ‘não foram informados ao departamento de Merenda Escolar, que orienta a todos os responsáveis que os comuniquem imediatamente nestes casos, enviando dados do lote, validade e quantidade através do Mapa da Merenda Escolar, para que seja feita destinação adequada para os alimentos’, esclareceu.

Segundo o vereador Jalmir Júnior, a diretora da escola tentou impedir a fiscalização realizada na última sexta e alegou que já tinha encaminhado ofício à pasta de Educação solicitando direcionamento sobre a atitude que deveria tomar com relação aos alimentos estragados. Questionada, a prefeitura não confirmou a informação.

“Eu disponibilizei o meu e-mail e whatsapp para que ela comprovasse, mas até agora não recebi o documento. Ela também contou que não teve retorno da secretaria sobre o documento”, disse o político. A data do possível envio do ofício não foi informado pela profissional ao parlamentar.

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