Atualmente o estacionamento na rua principal do Centro de Maricá é permitido com pisca alerta ligado por apenas 30 minutos. Foto: Wallace Rosa

O estacionamento rotativo remunerado em Maricá, previsto para começar neste mês, entrará em fase de testes no dia 27, um dia após o aniversário do município, de acordo com a Prefeitura.

Segundo o presidente da Codemar, José Orlando Dias, todos os órgãos impactados pela iniciativa receberão treinamento de capacitação e aperfeiçoamento do sistema digital, além de normas de trânsito.

“A fase de testes deve durar cerca de 30 dias com orientação sem cobrança, para que as pessoas possam se adaptar. Estamos fazendo a implantação do sistema, enquanto a Secretaria de Trânsito está responsável por toda a parte de sinalização, segurança, fiscalização, controle e aplicação de penalidades quando houver necessidade”, explicou.

A Prefeitura informou que após a fase de testes, o valor do período de duas horas será de R$ 2,50 para carros com placas de fora e de R$ 2 para placas licenciadas na cidade. O pagamento poderá ser realizado com dinheiro, cartões de crédito, débito e cartão Mumbuca.

O Maricá Rotativo será dividido em três áreas (Centro, Orla e Itaipuaçu), com três diferentes setores (Comercial, Residencial e Orla), que funcionarão de segunda-feira a sábado das 7h às 19h, e no domingo das 7h às 21h.

Inicialmente serão disponibilizadas 600 vagas no Centro. As vagas serão implantadas gradativamente, e de acordo com o mapeamento da Secretaria de Trânsito, a sequência traz a área da Orla, em agosto, e a área de Itaipuaçu em outubro.

Desconfiança

Para a população de Maricá, a novidade ainda é vista com dúvida e muitos ainda acreditam que o estacionamento rotativo não resolverá o problema no centro da cidade. O ambulante Marcos de Sá, por exemplo, acredita que são poucas vagas para a demanda.

“A única diferença será o lucro para a Prefeitura, porque para a população a dificuldade irá se manter”, afirmou.

Uma funcionária pública, que preferiu não se identificar, concordou com o ambulante e disse que a população sairá prejudicada de qualquer forma.

“Na Rua Ribeiro de Almeida, por exemplo, só deve ter aproximadamente 20 vagas. As ruas paralelas vão continuar sem conseguir suprir a necessidade, ou seja, não vão mais existir os 30 minutos de tolerância com o alerta ligado e nem vagas! As pessoas vão precisar estacionar naqueles privativos caríssimos. Vai ser muito ruim”, finalizou.

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