sexta, 30 de outubro de 2020

Estrutura condenada é risco para moradores de Pendotiba

Moradora relata os perigos da construção. Vídeo: via Grupo Plantão Enfoco

O sonho da casa própria se tornou um tormento para uma família do Largo da Batalha, que fica na região de Pendotiba, em Niterói. Isso porque, desde o ano passado, um estabelecimento comercial que fica na Travessa Capitão Jesus está com parte da construção condenada e comprometendo outras casas ao redor.

Segundo a moradora de uma das casas afetadas, Hérika de Souza Rodrigues, de 24 anos, a Defesa Civil embargou o funcionamento do estabelecimento em 22 de setembro de 2019. Apesar disso, os serviços comerciais seguem funcionando normalmente no local até hoje (1º de junho de 2020).

“Logo no início do problema, quando a coluna da laje ainda não estava tão danificada quanto agora, tentamos contato com a dona da loja após notarmos muitas rachaduras na estrutura. Apesar disso, nada foi feito. Então, tivemos que recorrer para a Defesa Civil, que veio até aqui e condenou o estabelecimento através de uma notificação. Porém, eles continuam funcionando com as atividades normais”, contou Hérica.

No local, de acordo com os moradores, funciona uma loja de construção, que tem estrutura antiga e realiza serviços com máquinas pesadas e até mesmo entrada e saída de caminhões.

Sem receber obras de manutenção, o estabelecimento foi se degradando com o tempo e, atualmente, parte da viga da laje que mantém a infraestrutura em pé sobre uma barreira, se rompeu.

O problema virou, inclusive, questão judicial. No dia 10 de janeiro, foi agendada uma audiência no Fórum do Largo da Batalha, porém, os representantes da empresa não compareceram. Com a pandemia do novo coronavírus, o fórum encontra-se fechado e a família se vê impossibilitada de resolver o problema.

“A laje se rompeu no início desse ano e ficou pendurada, após um período de chuvas constantes. Mas antes de ficar nessa situação, a laje já estava se deteriorando, caindo pedaços de tijolos e descendo muita água. No início desse ano, ligamos para a Defesa Civil para sabermos como proceder, mas nos informaram que ainda não tinham nenhuma resposta para nos dar. Os proprietários do local também foram notificados pelo Fórum do Largo da Batalha, após entrarmos com uma ação através da Defensoria Pública, mas eles [os comerciantes] ignoraram a audiência”, emendou a moradora.

Hérika explicou que o pai mora no local há 40 anos, juntamente com esposa, quatro filhas e outras três crianças. Aos poucos, a família está batalhando para construir a casa, que tem dois quartos, sala, cozinha e banheiro.

“A gente tem receio de que o pior possa acontecer, não apenas conosco, mas com as outras residências que tem ao redor e até mesmo com pessoas passando na rua. A gente sempre batalhou com muita dificuldade para construir a nossa casa e pode acontecer de ir tudo ‘por água abaixo’ por causa de uma negligência”, concluiu Hérika.

Em nota, a Secretaria de Defesa Civil e Geotecnia informa que já esteve no local e fez uma interdição parcial. Uma equipe voltará ao local para avaliar o cenário de risco e, caso a loja esteja utilizando a área interditada, será encaminhada para a fiscalização de posturas. A Defesa Civil orienta que os moradores não permaneçam na área isolada e interditada.

Publicada às 17h37

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