sábado, 24 de outubro de 2020

Febre amarela matou 84 pessoas no Rio este ano

O estado do Rio de Janeiro registrou, desde o início do ano, 262 casos de febre amarela silvestre em humanos com 84 mortes. Os principais sintomas da febre amarela são dor de cabeça, febre, amarelamento da pele, dores musculares e articulares, náuseas, indisposição, entre outras manifestações. Com a chegada do verão, o risco das pessoas contraírem a doença aumenta.

De acordo com o infectologista Alexandre Chieppe, assessor da Secretaria de Saúde do estado, com a diminuição de casos após a vacinação realizada no ano passado, os moradores do estado deixaram de procurar os postos de saúde.

“Agora, o desafio é alertar a população para o perigo de um novo surto durante o verão. Para que isso não ocorra é preciso que as pessoas se vacinem nos postos de saúde espalhados pelo estado”, alertou.

Cerca de três milhões de pessoas ainda não estão com a cobertura vacinal. A Secretaria de Saúde informou que a vacina está disponível em todos os postos de saúde e que o objetivo é alcançar a cobertura vacinal de 95% do público-alvo durante o início o verão, estação em que pode ocorrer uma maior incidência da doença.

Contraindicação

A vacina não é indicada a bebês menores de nove meses, pessoas com contraindicações especiais (pacientes imunodeprimidos, com doenças hematológicas graves, entre outras) e grávidas.

Doença

Há dois tipos de febre amarela – silvestre e urbana. As duas são causadas pelo mesmo vírus, mas se diferem pelo vetor de transmissão. A urbana é transmitida pelo Aedes aegypti e, de acordo com o Ministério da Saúde, desde os anos 40, o Brasil não registra casos desse tipo da doença.

Já a silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabeths, insetos de hábitos estritamente silvestres. A febre amarela silvestre é endêmica em algumas regiões do país, principalmente na região amazônica. Trata-se de uma doença infecciosa febril aguda, transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos infectados.

Macaco

A Secretaria de Saúde ressaltou que o macaco não transmite a doença. Ele também é vítima do mosquito e serve de alerta para identificar a presença do vírus em determinado local. Ao todo, 18 municípios fluminenses tiveram casos confirmados de febre amarela em macacos este ano: Angra dos Reis, Araruama, Barra Mansa, Cachoeira de Macacu, Duas Barras, Engenheiro Paulo de Frontin, Itatiaia, Miguel Pereira, Mangaratiba, Paraty, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Pedro da Aldeia, Silva Jardim, Tanguá, Valença, Vassouras e Volta Redonda.

(Fonte: Agência Brasil)

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