sábado, 05 de dezembro de 2020

Fiocruz considera urgente ‘lockdown’ em Niterói, SG, Maricá e região

pedestre, ciclista, máscara
Medidas ainda mais duras podem ser usadas para impedir a circulação de pessoas. Foto: Pedro Conforte

Um relatório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) considera urgente a adoção de medidas mais rígidas de distanciamento social e até de ações de lockdown no estado do Rio de Janeiro, em particular nos municípios da Região Metropolitana, como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito e Maricá. O estudo foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), na manhã desta quarta-feira (6).

De acordo com o parecer da instituição científica, o objetivo é salvar vidas frente ao agravamento do cenário da pandemia, com o gradativo aumento de circulação de pessoas pelas ruas nas últimas semanas. O documento contém análises, justificativas e ponderações de especialistas sobre o tema.

“A não adoção de medidas imediatas de lockdown pode levar a um período prolongado de escassez de leitos e insumos, com sofrimento e morte para milhares de cidadãos e famílias do estado do Rio de Janeiro”

Fiocruz no estudo

Os especialistas entendem que as medidas de lockdown devem ser adequadas às realidades epidemiológicas e dos sistemas de saúde das diferentes das cidades do estado sem que, no entanto, sejam implantadas de forma isolada.

“Todas as medidas, sejam mais ou menos restritivas à mobilidade e distanciamento social, devem considerar não somente o número registrado de casos e óbitos, mas principalmente a tendência da epidemia em cada região do estado, a disponibilidade de leitos e equipamentos, a adequação do quadro de profissionais de saúde, bem como a adesão dos cidadãos e dos estabelecimentos comerciais e industriais a estas medidas”, explica o relatório.

O MP informou que encaminhou os estudos ao governador do Estado, Wilson Witzel (PSC) e ao prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. O órgão já havia recomendado, na terça-feira (5), que os líderes elaborassem estudos para verificar a possibilidade de implantar o bloqueio total na cidade e no estado do Rio, como medida extrema de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Lockdown

O termo ‘lockdown’ (em inglês significa confinamento) consiste em que todas as entradas do perímetro definido para o bloqueio sejam controladas por profissionais de segurança. Neste caso, ninguém tem permissão de entrar ou sair.

O estudo, no entanto, ressalta que no caso do estado do Rio de Janeiro, as medidas devem ser pautadas a partir da análise de dados e peculiaridades econômicas, sociais, geográficas, políticas e culturais, que devem servir de parâmetro para o eventual decreto da medida por parte dos gestores públicos.

Por se tratar de uma crise de proporções sanitárias e humanitárias, a Fiocruz ressalta que a implantação de lockdown no estado do RJ não pode acontecer sem a respectiva adoção de medidas de apoio econômico e social às populações vulneráveis, particularmente as que dependem de trabalho informal ou precário, bem como suporte a pequenas empresas que geram empregos e podem sofrer grande impacto da pandemia.

Prazo

Na recomendação expedida pelo procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, com data de terça-feira (5), foi dado prazo de 72 horas para que o governo apresente o estudo. Para a prefeitura, o prazo é de 48 horas. Caso não seja cumprido, o MPRJ pode mover ação civil pública para que o lockdown seja adotado.

Com Agência Brasil

Publicada às 17h45

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