sábado, 19 de setembro de 2020

Funcionários do Azevedo Lima com pagamentos atrasados

A direção da unidade de saúde informou que “o problema é atípico”. Foto: Arquivo – Wallace Rosa

Enfermeiros, funcionários de manutenção de máquinas e roupas, além de copeiras e ajudantes de cozinha terceirizados do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, na zona norte de Niterói, ainda não receberam os salários de dezembro e parte do 13º.

Apesar da Secretaria de Estado de Saúde (SES) ter afirmado que fez o repasse de valores referentes ao mês passado à Organização Social Instituto Sócrates Guanaes — responsável pela equipe da unidade, nesta segunda-feira (27) – trabalhadores do local afirmaram, nesta terça (28), que o dinheiro ainda não tinha caído nas contas bancárias, até às 11h.

A direção do Heal, que responde pela OS, confirmou os atrasos dos últimos dias nesta terça-feira (28) e disse que iria verificar a questão do repasse de valores abordado pela SES. Contou também “que o problema é atípico”, uma vez que, segundo a unidade, os pagamentos são realizados regularmente até o 5º dia útil do mês, “como aconteceu no ano passado inteiro”.

Já um funcionário do hospital, que prefere não se identificar, disse que o problema é frequente e que o 13º salário só teria sido pago em dia no primeiro ano da OS administrando o hospital.

Ele também conta que recentemente os seus colegas receberam uma nota informando que o dinheiro do repasse tinha sido bloqueado porque a OS em questão estava devendo a um hospital em Araruama.

A reportagem interrogou a SES sobre a possibilidade dos pagamentos terem sido bloqueados por essa causa. No entanto, a secretaria não se pronunciou sobre o assunto. A assessoria de imprensa do hospital não soube informar as causas dos problemas que continuam deixando os funcionários ainda sem receber.

“A explicação inicial para a falta de pagamento era de um problema no sistema, porém, depois a informação foi que o Governo Estadual não fez o repasse para a OS, que administra o hospital desde 2014”, garantiu um funcionário.

Procurada ainda nesta segunda (27), a Secretaria de Estado de Saúde explicou que já estava finalizando os trâmites legais para fazer o repasse de verbas e pagar os valores referentes a dezembro para a ISG no mesmo dia. E por meio de nota, esclareceu que as demais obrigações, como 13º salário e vale-transporte, devem ser quitadas pela OS, que precisa reservar recursos para tais fins.

“Estamos desde 2016 sem dissídio e ainda dividiram o nosso 13º salário em quatro vezes. Dessas parcelas, só pagaram duas até agora. Estamos sendo oprimidos, pois estamos sem pagamento do mês de dezembro e não podemos reclamar, pois eles ameaçam demitir”, lamentou o funcionário.

No último domingo (26), uma paciente se indignou com a situação e disse, por meio de uma rede social, que os direitos dos funcionários da unidade “passam longe”.

“Só são feitas cobranças, mas direitos passam longe. Um hospital de referência e largar os funcionários a mercê. E se vão perguntar a coordenação, ainda são advertidos. E hoje estava um pessoal da auditoria carregando várias caixas da direção. Os funcionários trabalharam, nada mais justo receberem. Afinal, eles não fazem caridade e nem vivem de brisa”, relatou.

Colaborou – Daniela Scaffo

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