quinta, 26 de novembro de 2020

Greve de entregadores provoca risco nas entregas em Niterói e SG

Manifestação está agendada para a próxima segunda-feira (4). Foto: Agência Brasil

Os serviços de delivery tiveram aumento de quase 92% em Niterói, desde o início da pandemia causada pelo novo coronavírus, se comparado ao mesmo período do ano passado. O dado é da Câmara de Dirigentes Lojistas do município. Apesar disso, os entregadores de diversos aplicativos reclamaram das quedas nas taxas de entrega, de aproximadamente 100%, segundo os próprios trabalhadores.

Pensando nisso que entregadores de Niterói e dos municípios vizinhos estão organizando uma manifestação, agendada para a próxima segunda-feira (4), a partir das 9h, em frente a estação das barcas da Praça Arariboia, no Centro de Niterói. O ato deve reunir aproximadamente 200 motoboys e ciclistas.

Segundo um dos entregadores, Rafael Simões, de 37 anos, que realiza a função há mais de um ano, as pautas da manifestação, que será combinada com greve, são: baixas taxas de entrega dos aplicativos, melhores condições aos trabalhadores e valorização da categoria.

“Essa manifestação está sendo organizada pelos próprios entregadores. A galera não aguenta mais as taxas, que estão baixíssimas nesse período. Nas últimas semanas, em Niterói, as taxas tem caído de valor. Na cidade do Rio, são pagas até algumas bonificações, como taxa extra por causa da demanda. Já em Niterói, desde o início da pandemia parece que os entregadores do município foram esquecidos”, informou Rafael.

Rafael ainda explicou que, antes da pandemia, uma corrida simples, com promoção, rendia aproximadamente R$ 10 aos entregadores. Já durante esse período, a mesma corrida chega a custar apenas R$ 5.

“Esses dias fiz uma entrega de quase 13 quilômetros de distância e ganhei apenas R$ 13. A nossa categoria não está recebendo nenhum tipo de auxílio do governo e, mesmo assim, estamos sendo prejudicados. Somos pais de família, pessoas que pagam aluguel como eu, mas a gente não tem que ser escravizado. Alguns aplicativos nem nos deram equipamentos de proteção para trabalharmos, pois também estamos no pelotão de frente nessa pandemia. A gente quer ser visto e lembrado”, explicou o motoboy, que prometeu uma manifestação sem violência.

As empresas James, Rappi, Ifood, Uber Eats e Loggi foram procuradas, mas ainda não esclareceram o motivo das taxas de remuneração terem caído.

Delivery representa 20% de faturamento presencial

O atual presidente da CDL de Niterói, Manoel Alves Junior, explicou que o aumento no delivery não substituem as vendas presenciais, uma vez que o serviço atinge em torno de 10% a 20% do faturamento presencial.

“O delivery é uma forma que o comércio encontrou de estar sobrevivendo, já que muitas empresas passaram a utilizar o serviço. A própria CDL criou uma plataforma para empresários que não tem condições, para divulgação de pequenas empresas. Porém, esse serviço não substitui toda a necessidade que as empresas tem no faturamento presencial. Por isso, estamos pedindo a reabertura do comércio, com todas as medidas de proteção.

Publicada às 9h16

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