sábado, 19 de setembro de 2020

Instrutores de Niterói cobram o porquê de voos continuarem proibidos

Voos estão suspensos pela prefeitura. Foto: Arquivo/Plantão Enfoco

Impossibilitados de realizar voos solo de parapente e asa delta aos sábados, domingos e segundas; e voos de instrução (duplos) todos os dias da semana, desde o início da pandemia, instrutores de Niterói solicitam esclarecimentos à Prefeitura sobre o retorno das atividades no município.

Nesta terça-feira (1º), a associação Parapente Niterói Clube (PNC) encaminhou um e-mail para o Executivo, secretarias municipais de Esporte e Meio Ambiente, e para a administração do Parque da Cidade, solicitando estudos com base técnica e científica para que os voos de parapente e asa delta estejam proibidos na cidade.

“Não faz sentido que outros esportes, alguns de contato físico direto, estejam liberados e o voo livre, que é um esporte praticado 95% do tempo no ar, sendo o contato próximo direto quase mínimo (somente na decolagem e no pouso), esteja sendo discriminado e sofrendo restrições”, dizia o documento.

Segundo Daniel Assunção, presidente da PNC, que é profissional do esporte há 24 anos e dá instrução há pelo menos quatro, o objetivo é chamar atenção, já que eles ainda não receberam nenhum tipo de justificativa pelo qual os voos de parapente e asa delta continuam restritos aos dias de semana, e os de instrução bloqueados.

“Não estamos podendo fazer voos de instrução. Liberaram todos os esportes, como canoa havaiana, que junta seis pessoas em um pequeno espaço, mas o nosso esporte, que é livre, no ar, bloquearam. Tem muita gente que vive de dar instrução e não está conseguindo dar aulas”, explicou Daniel.

O instrutor ainda esclareceu que municípios como Maricá, Sampaio Correia e Rio de Janeiro já liberaram a atividade. Segundo ele, atualmente a PNC tem 172 associados aerodesportistas ativos e 65 aguardando liberação por falta do envio de alguns documentos.

Daniel explicou que alguns associados vivem apenas de instrução e que, apenas com o auxílio da Prefeitura, os sustentos próprios e das famílias estão ameaçados.

“O ideal era fechar o local para acesso aos pilotos para não ficar aglomeração. A prefeitura ofereceu auxílio, mas fez algumas exigências, como não poder exercer outra atividade e ter que ser morador de Niterói. São Gonçalo, por exemplo, não tem rampa, e temos muitos instrutores da cidade vizinha”, emendou.

Dalton Scherrer Machado, presidente do Clube Oceânico de Voo Livre, que tem 200 associados ativos, disse que a prefeitura explicou que não libera as atividades no local devido aglomeração.

“Estamos em contato direto com a prefeitura. Eles estão fazendo uma avaliação (estudo), para a flexibilização do voo livre, pois o parque está com bastante movimento nos finais de semana, principalmente nos horários do “pôr do sol”. Pelo que temos observado e conversado, logo abrirão o voo”, declarou.

A Prefeitura de Niterói foi procurada para informar se há alguma previsão para liberar as atividades, mas até o momento não respondeu a solicitação.

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