sábado, 27 de fevereiro de 2021

Invasão de águas-vivas na Praia de Itaipuaçu

O aparecimento das águas-vivas está relacionado ao fenômeno chamado ressurgência, aponta biólogo da UFRJ. Foto: Karina Cruz

Ela parece uma gelatina, mas chega a ser temida por muitas pessoas. As águas-vivas, um tipo de vida marinha, estão sendo observadas com mais frequência na Praia de Itaipuaçu, em Maricá. 

Rodrigo Moura, biólogo marinho e professor de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), justifica que o aparecimento das águas-vivas está relacionado ao fenômeno chamado ressurgência, que segundo ele, é comum nessa época do ano. 

“São aquelas águas mais frias que aparecem no Rio de Janeiro no período do verão que causam o fenômeno. Estas águas mais frias trazem consigo nutrientes que vêm do fundo do mar até a superfície. Eles [nutrientes] estimulam a proliferação de microalgas, plâncton que são os alimentos para águas- vivas”

O especialista alerta para os riscos que as ‘medusas’ representam para os banhistas. 

” Elas[águas-vivas] fazem parte do ambiente marinho, mas é preciso que se evite o banho de mar quando muitas delas são detectadas na água. Elas têm tentáculos que são urticantes. Estes[tentáculos] causam aquela irritação na pele, que as pessoas chamam de queimadura. Esses tentáculos têm uma toxina que causa a ardência. Essa sensação pode ser simples, mas também pode ser perigosa. Isso vai depender da gravidade e extensão das lesões”

Em Itaipuaçu, a maioria das águas-vivas observadas são transparentes com uma parte preta em seu interior. O professor afirma que existem centenas de espécies diferentes.

“Algumas são mais perigosas do que outras e praticamente todas causam lesão. As caravelas-portuguesas, que são aquelas que têm uma parte flutuante, são muito mais urticantes”, explica.

Àgua-vivas na praia de Itaipuaçu. Foto: Karina Cruz

Morador de Inoã, o motoboy Felipe Lemos Maia estava acompanhado da esposa na Praia de Itaipuaçu no fim da manhã desta quarta-feira (3). Ele contou que está acostumado com as espécie marinha, mas que sempre fica atento ao entrar no mar. 

“A gente fica prestando atenção, mas estamos com o baldinho, então dá para olhar com cuidado para não ser surpreendido. Elas são muito bonitas, mas é preciso mesmo ter cautela”, afirmou.

O que fazer

O professor alertou sobre o que deve ser feito, caso o banhista tenha contato com as águas-vivas. 

“Existem algumas crendices que devem ser evitadas, como por exemplo urinar em cima da lesão ou passar álcool. Nada disso deve ser feito, pois pode até agravar a lesão. Ao sentir a sensação de queimadura, a pessoa deve sair da água imediatamente, porque se a ‘queimadura’ progredir o banhista pode se afogar. Limpar a lesão com água do mar e colocar apenas vinagre, porque ajuda a neutralizar, são as únicas medidas que devem ser tomadas”, explicou.

O especialista disse também que é preciso cuidado ao remover algum pedaço que tenha ficado agarrado na pele.

“Nesse caso, se a outra pessoa que estiver fazendo os primeiros socorros não se proteger, vai sentir a ardência também. Depois de todos os cuidados, é preciso fazer acompanhamento dessa lesão, para no caso dela não diminuir procurar o atendimento médico”, recomendou.

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