segunda, 18 de janeiro de 2021

Jovens e adultos viram vetores da Covid-19 em Maricá

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Prefeitura anunciará novas medidas nesta quinta-feira. Foto: Pedro Conforte/Arquivo

A alta de casos do novo coronavírus em Maricá pode estar diretamente relacionada a disseminação dos vírus por jovens e adultos que circulam na cidade. O alerta vem da diretora executiva do Hospital Municipal Ernesto Che Guevara, Michelle Silvares, que atenta para o aumento de casos de jovens pacientes na unidade, além de dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde.

“Todos nós temos acompanhado como o número de pacientes de Covid tem aumentado. O que temos visto aqui, principalmente, é que são pacientes mais jovens e que precisam de suporte ventilatório”, revelou a diretora, durante assinatura do contrato para a fabricação de respiradores não invasivos, no último dia 25.

De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, repassados pela médica veterinária e coordenadora da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Maricá, Micheli Ferreira, até esta terça-feira (1º), 45,7% dos casos confirmados para Covid-19 estão na faixa etária de 30 a 49 anos, que corresponde a 2.198 pessoas contaminadas, sendo esta a maior transmissora da doença.

Ainda segundo a pasta, o maior número óbitos está na faixa etária de 60 a 69 anos, onde a incidência do vírus é menor, ou seja, menos pessoas de 60 a 69 anos são infectadas.

O aumento de casos da Covid-19 em Maricá fez com que a prefeitura voltasse atrás em algumas medidas e proibisse novamente música ao vivo em bares e restaurantes, espaços com maioria concentradas por jovens.

A prefeitura também deu início, no último final de semana, a uma operação em bares e estabelecimentos comerciais para fiscalizar e cobrar o cumprimento das normas de prevenção aos efeitos da Covid-19.

O fisioterapeuta Danilo Marins, de 29 anos, morador do bairro Marquês, relatou que contraiu a Covid-19 após um bate-papo com uma amiga, que não sabia que estava com a doença, em um bar na cidade.

“Lá pelo quarto mês da pandemia, eu comecei a furar a quarentena por não aguentar mais ficar em casa. Então eu ia para a praia e também em barzinhos. Logo depois veio a flexibilização e aí eu comecei a ir direto. Quando eu contraí, o bar não estava nem cheio e 30 minutos de conversa com ela foram suficientes para eu me contaminar”

O fisioterapeuta disse ainda que após contrair o vírus o peso na consciência falou mais alto.

“Sei que uma parte da culpa é nossa, da galera que está saindo. Depois que eu fiquei doente, minha visão mudou sobre continuar a frequentar bares ou locais fechados. Graças a Deus eu fique isolado e não tive contato com a minha mãe, que fica a semana toda fora. Imagina correr o risco de contaminar alguém que é do grupo de risco?”

Maricá registrou, até esta terça-feira (1º), 4.805 casos confirmados e
149 óbitos por Covid. Estão curadas da doença 4.424 pessoas e há, no
momento, 109 casos ativos, além de 34 óbitos em análise pela Secretaria de Saúde.

Nesta quinta a Secretaria Municipal de Saúde anunciará as novas medidas de combate a Covid-19. Entre as medidas estão a ampliação da rede de atendimento e testagem da Covid na cidade e novos procedimentos para realização de exames e entrega de resultados.

Vetores

O desrespeito às medidas está entre os fatores para alta d contaminação. Foto: Karina Cruz

Presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro, Tânia Vergara, atenta que todas as pessoas que se infectam servem como vetores da infecção para os demais.

“O desrespeito das medidas de afastamento social expõe mais e mais pessoas, e a infecção se dissemina de forma geométrica. Com a ideia de que jovens não têm doenças graves e que a maioria não tem sintomas, eles têm se expõem demais. Aí saem e levam pra casa, pro trabalho e para amigos, que podem ter fatores de risco para doença grave”

A especialista relembra que jovens com comorbidades: obesidade, hipertensão, asma, diabetes e deficiências de imunidade também tem maior risco de doença grave.

“Essa sensação de invencibilidade coloca os jovens em um grande risco, não só de adoecerem, mas de serem causadores da doença numa pessoa querida como pais, avós”, conclui.

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