sábado, 24 de outubro de 2020

Mais de 2 mil rodoviários demitidos em Niterói, SG e região

Com menos de um mês mais de dois mil rodoviários foram demitidos. Foto: Marcelo Tavares
Com menos de um mês, mais de dois mil rodoviários foram demitidos. Foto: Marcelo Tavares

Mais de dois mil rodoviários, entre motoristas e despachantes, já foram demitidos apenas neste mês de maio. O alerta é do Sindicato dos Trabalhadores dos Trasportes Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac). Segundo o sindicato, foram 1,2 mil só na Viação 1001, que no Rio de Janeiro teve as operações interestaduais e intermunicipais totalmente suspensas por conta da restrição da circulação dos coletivos determinada pelos governos. Outras, como a Coesa e a Rio Ita, seguem pelo mesmo caminho, com ameaças de demissões e encerramento de linhas intermunicipais.

Não bastasse as demissões, pelo menos 11 rodoviários já morreram vítimas da Covid-19 até esta terça-feira (26), revela o sindicato. Todos trabalhavam e moravam em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.

Segundo o sindicato, diante da gravidade da pandemia foi iniciada uma fiscalização em terminais e pontos finais de ônibus para assegurar que todos os rodoviários estejam usando Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como máscara e álcool em gel. Também anotará e comunicará às autoridades de segurança os casos em que passageiros não estejam utilizando os equipamentos, em conformidade com as determinações das autoridades municipais.

Suspensão e atrasos

O sindicato revela que em Niterói, o Sintronac tomou conhecimento da suspensão das operações de pelo menos uma linha municipal, a 43 (Fonseca-Centro), da Viação Ingá. Ainda neste município, o sindicato denuncia que a empresa Brasília não teria efetuado o pagamento dos funcionários referente ao mês de março. A perspectiva é que em junho as empresas cortem totalmente benefícios como as cestas básicas, e parem de pagar os 30% dos salários, valor fixado em acordo coletivo assinado no início de abril entre o Sintronac e o sindicato patronal.

O valor acordado corresponde ao trabalho por revezamento em escala e que, somado ao auxílio emergencial do Governo Federal, garante uma fonte de renda mínima para os trabalhadores e seus familiares durante a duração da pandemia, ao mesmo tempo que impede demissões em massa.

Ainda segundo o sindicato, o colapso total do sistema havia sido comunicado aos governos em março, tanto pelos sindicatos de trabalhadores e Centrais Sindicais, quanto pelas entidades representativas das empresas. Contudo, a categoria alerta que nada foi feito e nenhum canal de diálogo foi aberto.

Até o mês de abril o setor empregava mais de 18 mil profissionais em Niterói, São Gonçalo e região. Em todo estado o número chegava a 87 mil.

Procurado, o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro (Setrerj) ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de novas demissões e descumprimento do acordo citado pelo Sintronac.

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','https://www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-1023799-1', 'auto'); ga('send', 'pageview');

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *