domingo, 20 de setembro de 2020

Maricá tem 58% mais admissões do que demissões em julho

Comércio Maricá
Comércio pode funcionar 8 horas por dia. Foto: Ibici Silva

A cidade de Maricá continua gerando empregos mesmo durante a pandemia do novo coronavírus, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. Só no mês de julho foram geradas 177 vagas de trabalho.

Foram 484 admissões e 307 demissões entre 1º e 31 julho, ou seja, 58% mais contratações. Segundo o Caged, o número representa um crescimento de 1,2% se comparado ao mesmo período do ano anterior.

O setor que mais gerou empregos foi o comércio, com 73 novas vagas. Em seguida, o setor da construção, com 56 novas vagas, e, em terceiro, a área de serviços, que contratou 34 novos trabalhadores. A indústria criou 10 vagas e a agropecuária quatro.

“Os números do Caged já mostram um crescimento robusto de empregos formais nos últimos anos na cidade, demonstrando em números o crescimento econômico vivido nesse período. Paralelamente, o pacote econômico emergencial que construímos no período de pandemia garantiu a estabilização da economia”, ressaltou o secretário secretário de Desenvolvimento Econômico de Maricá, Magnun Amado.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes e Lojistas de Maricá (CDL- Maricá), Paulo Santos, o indicador é importante, mas não mostra o quanto a economia tem sofrido.

“Sem dúvida é uma informação boa, mas o estrago na economia foi muito grande. Muitos microempreendedores individuais (MEIs) desapareceram com seus negócios, muitos informais também. Prefiro aguardar um pouco mais para uma visão melhor”, disse.

Já o vice-presidente da Associação Comercial de Maricá, Delfim Moreira, acredita que os resultados são positivos, mas está longe da capacidade de geração de empregos na cidade.

“A retomada da atividade econômica e recuperação gradual são um sonho exemplificado pela oferta de postos de trabalho, mas a perda de empregos que tivemos a partir de março, mesmo com os auxílios emergenciais, é um ponto que não pode ser desprezado. Além disso, nosso empresariado já vinha amargando prejuízos há mais de um ano, em 2018 já fechávamos portas e demitíamos. Falamos em novos empregos, mas também temos que pensar na retomada das vagas daqueles que foram demitidos”, pontua.

Ainda de acordo com Delfim, é importante ressaltar que ainda falta muito para os empresários gerarem empregos.

“Aqui na Associação Comercial recebemos currículos e, por outro lado, temos empresários buscando informações sobre os auxílios. Aumentou o número de empregos, mas a mudança não foi significativa. Olhem as ruas, os pontos comerciais, os prestadores de serviços, enfim, olhem o real empresariado. Precisamos avaliar há alguns anos atrás. Como estávamos antes da crise? Estávamos em crise! Veremos então que falta muito para que nosso empresariado possa realmente gerar empregos. Estamos caminhando, como podemos, muito lentamente,” finaliza.

Publicada às 9h40. Atualizada às 15h36

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