sábado, 05 de dezembro de 2020

Moradora de SG dá exemplo de empatia e solidariedade

Em tempos de pandemia do novo coronavírus, uma rede de solidariedade tem ajudado a amenizar a dor, o medo e, principalmente, os impactos causados pelo isolamento social. Em São Gonçalo, a autônoma Fabrícia Rodrigues, de 39 anos, decidiu usar o tempo de trabalho em troca de alimentos para quem está passando por necessidades.

A costureira fez do seu ofício exercício de solidariedade. Foto: Arquivo Pessoal
A costureira fez do seu ofício exercício de solidariedade. Foto: Arquivo Pessoal

Dona de uma confecção de moda praia, a moradora do Porto do Rosa passou a produzir máscaras de proteção, antes mesmo do uso ser recomendado na cidade. Só que em vez de tentar garantir uma renda extra com o trabalho durante a pandemia, ela escolheu ajudar o próximo.

“Com os decretos de isolamento, eu não pude mais trabalhar. Então, decidi ocupar meu tempo fazendo as máscaras. O objetivo é prevenir e conscientizar as pessoas sobre a importância do uso e, por que não, de ajudar ao próximo? Comecei com uma pequena quantia de dinheiro que eu tinha guardada e com a ajuda de amigos consegui dar continuidade”, explicou.

Fabrícia tem instalado uma banca na principal praça do bairro, quase todos os dias, há cerca de duas semanas, com um cartaz “Doe 1 kg de alimento e receba uma máscara”. Segundo a autônoma, neste período ela confeccionou 1,5 mil máscaras e já entregou 30 cestas básicas para famílias, sobretudo as do próprio bairro.

“Graças a Deus, que me preparou para isso, estou recebendo bastaste apoio das pessoas. Os que menos têm, são os que mais ajudam. Muita gente me pergunta porque eu não vendo, mas eu não tenho coragem. A situação que a gente vive é tão triste que não tem como ganhar dinheiro com isso”, disse a moradora, que é casada e tem um filho.

Risco

Ir à rua fazer o bem ao próximo tem custado uma exposição perigosa para a moradora do Porto do Rosa. Fabrícia já passou por um transplante de rim e integra o grupo de risco de contágio do novo coronavírus. Mas nem o medo tem o poder de parar a autônoma.

“Eu tomo todas as precauções de distanciamento, de higiene. Mas eu sei que muitas pessoas não conseguem por falta de mantimentos. Essas pessoas, a maioria delas, trabalham diariamente na rua. Algumas catavam alimentos descartados pelos mercados e estão passando dificuldade de sobreviver. O aprendizado que fica é que a gente tem que ter amor ao próximo. É uma forma de unir as pessoas”, contou.

Como ajudar

A banca montada pela moradora fica na principal praça do bairro, na Avenida Porto do Rosa, próximo ao número 461. São aceitos todo o tipo de alimento não perecível, mas a maior necessidade é por produtos de higiene, litro de óleo, café, leite e biscoitos.

publicada às 14h16

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