domingo, 27 de setembro de 2020

Neta de idosa acusa UPA do Fonseca de maus-tratos

Idosa reclamou de queimação durante aplicação de um medicamento na veia. Foto: Arquivo pessoal

A aposentada Irenilda de Lurdes Alonso, de 79 anos, moradora da Venda da Cruz, em São Gonçalo, teve os braços queimados após ficar sete dias na enfermaria da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Fonseca, na Zona Norte de Niterói.

Segundo a técnica de enfermagem Lilian Alonso Alves da Silva Belga Pinheiro, de 27 anos, que é neta da idosa, Irenilda chegou à unidade hospitalar no último dia 3, com pressão arterial alta, falta de ar, edema nas pernas e os braços em perfeito estado.

Ela ainda contou que, ao ser iniciado o atendimento, foi solicitado eletrocardiograma e um raio-x do tórax. Com os resultados dos exames foi constatado que a idosa estava sofrendo um ataque cardíaco e que seria necessária a internação.

“Fiz todos os procedimentos que foram solicitados para a internação da minha avó e falaram que não poderia ficar acompanhante, mesmo ela sendo uma idosa de 79 anos. O médico que a atendeu falou inicialmente que ia precisar de uma internação de quatro dias. Mas, ela acabou ficando sete dias e em todo momento alegando que ela precisava fazer a transferência para outra unidade”, informou a técnica.

Quando a família conseguiu a transferência via ordem juficial, a aposentada recebeu alta.

“Em alguns dias ela chegou a ficar sem água e nos contou que comeu apenas dois dos sete em que ficou na unidade. Na tarde de quinta minha avó teve alta e estava com os braços enfaixados. Quando foi questionada, a equipe médica alegou que ela teve alergia ao curativo. No outro dia, quando fomos trocar o curativo, verificamos que na verdade eram queimaduras”, afirmou.

Ainda segundo a família. Ao questionar uma funcionária do setor de acolhimento da UPA e mostrar as imagens das queimaduras, a família alega que a profissional “zombou e disse que era erisipela”.

“Minha avó falou que fizeram uso de uma medicação e que ela falou o tempo todo para a equipe de enfermagem que estava queimando o braço dela. Alegaram que minha avó estava desorientada e fizeram pouco caso. Estamos tratando das queimaduras em casa”, alertou a neta da aposentada.

Após a alta, a família chegou a voltar na unidade nesta segunda-feira (14), para buscar o prontuário médico, porém alegaram que não está pronto e solicitaram o retorno neste sábado (19).

A Secretaria Estadual de Saúde confirma que a paciente esteve na unidade por sete dias, período no qual uma lesão infecciosa se manifestou. A direção também relatou em nota que ofereceu tratamento para o caso e que a sua filha foi informada do ocorrido.

Segundo a SES, a paciente foi convidada a voltar à unidade para ser reavaliada, o que também foi comunicado a filha da paciente.

Ainda de acordo com a secretaria, nesta segunda-feira (14), a neta da paciente esteve na unidade para atendimento junto ao serviço social, em que relatou os ferimentos nos braços, recebendo a orientação de que a paciente retornasse à unidade. O serviço social da instituição informa que nesta terça-feira (15) fez contato telefônico com a família, oferecendo avaliação clínica à paciente, mas até a tarde desta terça, não havia comparecido à UPA.

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