quarta, 02 de dezembro de 2020

Niterói, SG, Itaboraí e Maricá alertam que o pior está por vir

 Descumprimento de medidas restritivas pode resultar na corrida aos hospitais. Foto: Divulgação
Descumprimento de medidas restritivas pode resultar na corrida aos hospitais. Foto: Divulgação

O novo coronavírus aportou na Região Metropolitana do Rio de Janeiro em 9 de março, há 50 dias, quando o primeiro diagnóstico positivo foi notificado em Niterói.

Em questão de três semanas, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá registraram casos da doença e Niterói lamentava o 1º óbito. A pandemia subjugou ao isolamento social os cerca de 2 milhões habitantes da conurbada região metropolitana.

Ao findar março, o estado do Rio havia avançado para o estágio de transmissão comunitária, em que não há mais como rastrear a origem do vírus. Apesar de distante do cenário na Capital, onde os leitos de terapia intensiva estão à beira do esgotamento, Niterói concentra o maior número de casos da região.

Para o médico sanitarista e secretário de Saúde de Niterói, Rodrigo Oliveira, a cidade ainda não alcançou o pior cenário da pandemia.

“O processo epidemiológico é muito dinâmico. As medidas de isolamento social garantiram uma velocidade de contágio que consegue ser absorvida pelo sistema de saúde. Mas é nítido que mesmo com velocidade menor, o número de casos continua crescendo. Objetivamente, ainda não chegamos no pico”, afirma o secretário.

São Gonçalo, que tem o segundo maior número de casos da região, abrigará um dos hospitais de campanha do estado para evitar colapso na saúde.

No caso de Itaboraí, o secretário de Saúde, Júlio César, relatou que o município está mobilizando a população para não abandonar o isolamento social.

“Encontramos uma dificuldade muito grande como bancos e casas lotéricas, porque não temos como impedir a abertura. O isolamento faz parte de uma estratégia e as pessoas não estão entendendo”, afirmou o secretário.

Para o secretário, a aquisição de testes e aplicação em pacientes a partir do 8ª dia de semana está impulsionando os dados na cidade.

“Os casos estão aumentando e estamos alertando que o número de leitos é reduzidos, pois temos uma porta de entrada para atendimento”, afirmou o gestor, reforçando a necessidade de não sair às ruas.

Maricá tem o menor ritmo de contágio na região. O município deve abrir o Hospital Municipal Dr. Che Guevara na sexta-feira (1º) e restringirá o acesso de veículos de cidades vizinhas.

“Estamos notando subida nos casos, mas sem uma explosão. Estamos iniciando o hospital nesta sexta, então deu tempo de Maricá se programar para não ter um número alto de casos sem leitos suficientes” pontuou a secretária de Saúde de Maricá, Simone Costa.

No estado do Rio, Witzel declarou que não há previsão para volta da normalidade. Há 794 óbitos pela Covid-19 no estado.

O país registrou 78.162 casos confirmados e 5.466 óbitos até esta quarta-feira (29). A taxa média de letalidade do vírus é de 7% no Brasil.

Publicado às 19h

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