sexta, 30 de julho de 2021

O desafio de conseguir emprego na crise

Foto: Arquivo

A taxa de ocupação do Brasil, no 2º trimestre de 2020, foi de 13,3%, o que representa um aumento de 1,1% em relação ao 1º trimestre do mesmo ano. No trimestre encerrado em agosto o desemprego no Brasil atingia 14,4% da população.

Taxas de desemprego:

Janeiro – fevereiro – março12,2%
Fevereiro – março – abril12,6%
Março – abril – maio12,9%
Abril – maio – junho13,3%
Maio – junho – julho13,8%
Junho – julho – agosto14,4%

Esse aumento está relacionado ao número de pessoas que estavam procurando trabalho. No período de isolamento, devido a restrição dos comércios, muitos deixaram de procurar emprego. O setor de serviços e segmentos do comércio, alojamento e alimentação foram os que mais foram afetados e perderam postos de trabalho.

Conseguir emprego em um momento em que a economia está aquecida traz grandes desafios para o desempregado, como um mercado mais exigente quanto ao perfil da vaga aberta, salários não atraentes e a procura por um profissional multidisciplinar.

Este é um momento de pensar estrategicamente, considerar questões como posições hierárquicas, salários oferecidos, atividades a serem exercidas e seu objetivo enquanto profissional da área em que atua.

Se preparar para ter um diferencial no momento do processo seletivo deve ser o foco para a conquista da recolocação, mesmo que existam menos vagas abertas e mais pessoas disputando por elas.

Lembre-se que seu currículo é o seu primeiro contato com o recrutador e seu cartão de visita. Você precisa se destacar dos demais nesse momento de triagem, mas como fazer isso?

Dicas

  1. Posicionamento nas redes sociais.

Se você tiver um perfil profissional, onde você consiga explorar seu conhecimento de causa sobre assuntos inerentes à sua área, isso faz de você um formador de opinião naquilo em que faz e isso trará destaque para a sua imagem profissional.

2. Pense estrategicamente.

Ainda que considere salários e posições não atraentes, faça uma análise da estrutura da empresa e o quanto você poderá alcançar a curto, médio e longo prazo. Você terá o período de experiência para avaliar essas questões. Não desista logo de primeira, para não acabar descartando oportunidades com chances de crescimento.

3. Não saia panfletando seu currículo, candidate-se a vagas no seu perfil.

O momento de desemprego traz um certo desespero para recolocação. Candidatar-se a vagas que não tem a ver com seu perfil profissional, ou seja, o famoso “quero qualquer coisa”, só trará exposição pessoal e desânimo, pois, tecnicamente, o processo de recrutamento e seleção considerará sua formação e experiência profissional. 

4. Ajuste seu currículo para cada vaga.

Seu currículo deve ser estratégico. Seu objetivo profissional precisa mencionar a vaga candidatada e as palavras chaves mencionadas no anúncio da vaga para buscar conexão na hora da seleção.

5. Capacite-se sempre!

Mesmo que seja um momento de expectativas, aproveite para acompanhar as informações da sua área profissional. Busque investir em cursos, workshops, webnários e treinamentos. Isso fará de você um profissional atualizado em busca de capacitação, ainda que você não saiba, ainda, aonde aplicar.

Karinne Pierre é gestora de Departamento Pessoal, Técnica de Recursos Humanos e especialista em
Legislação Trabalhista e Previdenciária.

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