sexta, 23 de outubro de 2020

Patrimônios culturais do Rio passam por auditoria

Theatro Municipal é um dos locais auditados. Foto: Governo do RJ/Divulgação

Os recentes acidentes em símbolos culturais, como o incêndio que atingiu o Museu Nacional, em setembro do ano passado, despertaram a preocupação do Governo do Estado para eventuais tragédias que possam a vir danificar o patrimônio cultural do Rio de Janeiro. Com o objetivo de evitá-las, a Controladoria Geral do Estado (CGE) iniciou uma auditoria de avaliação da gestão dos equipamentos estaduais, com foco na prevenção de sinistros – inundações, incêndios, problemas estruturais, entre outros, além de furtos.

As vistorias têm como objetivo avaliar o trabalho de conservação do patrimônio e sugerir melhorias. Entre os espaços visitados, está o Theatro Municipal, um dos mais icônicos teatros brasileiros, com quase 110 anos de existência.

“A CGE está atuando de forma proativa, visando melhorar a gestão, reduzir custos e identificar os riscos de prejuízos ao patrimônio público. Esse trabalho, pioneiro na área de controle interno estadual, é de importância ímpar para a preservação no nosso patrimônio cultural”, ressaltou o controlador-geral do Estado, Bernardo Barbosa.

A superintendente de Cultura, Educação, Ciência e Tecnologia e Esporte da CGE, Gina Aires, explicou que o trabalho, iniciado em março, vai ser realizado nos principais equipamentos culturais do Estado.

“Já estivemos na Casa França-Brasil, Museu Carmem Miranda, Casa de Cultura Laura Alvim, Biblioteca Parque Estadual e Escola de Música Villa-Lobos. Temos um check-list, no qual analisamos diversos aspectos, como as condições dos extintores e mangueiras de incêndio, o sistema de câmeras, a existência de alarmes, etc. Além disso, o correto acondicionamento do acervo histórico também é avaliado para que o patrimônio cultural do Rio de Janeiro não seja perdido em um eventual sinistro” contou.

Um dos destaques da vistoria no Theatro Municipal foi a checagem do sistema de ignificação em cadeiras, cortinas, tapetes e estofados. O consiste na utilização de produtos que retardam a ação do fogo. Outro ponto observado foi o tempo-resposta dos brigadistas do espaço durante uma simulação de um sinistro. Ao final do trabalho, a CGE emitirá um relatório informando a situação de risco de cada unidade ao secretário de cultura, que apontará os principais problemas e as recomendações. A previsão para que documento seja finalizado é até o fim do primeiro semestre de 2019.

As visitam devem ser concluídas ainda em maio, com vistorias agendas ao Parque Lage, no Jardim Botânico, e à Sala Cecília Meireles, no Centro do Rio. Para a chefe do Centro de Documentação do Theatro Municipal, Fátima Gonçalves, o trabalho é de suma importância para a cultura fluminense.

“Esta iniciativa mostra que não estamos sozinhos, pois é imprescindível que todos nós cuidemos do patrimônio público. O trabalho preventivo que fazemos é diário e é importante que o Estado esteja conosco para evitar possíveis danos aos nossos acervos, que são ricos e cheios de história. Isso pertence ao povo do Rio de Janeiro” disse Fátima.

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