terça, 20 de outubro de 2020

Prefeitura inicia lockdown em Niterói

Fiscalização foi intensificada nesta segunda-feira (11). Vídeo: Divulgação

Com objetivo de conter a pandemia do novo coronavírus, Niterói iniciou nesta segunda-feira (11) o lockdown. A medida visa um isolamento intensificado, com medidas mais restritivas e até mesmo multa.

A cidade foi a primeira do Rio de Janeiro a anunciar o lockdown. O confinamento segue até a próxima sexta-feira (15), com possibilidade de prorrogação.

Apenas pessoas que precisam se deslocar até o trabalho – com apresentação de documentação que prove a necessidade de deslocamento – ou ir até estabelecimentos que tem autorização para funcionar, como mercados, padarias, postos de combustíveis, farmácias e petshops, têm permissão para circular nas ruas.

Nos acessos que são através da descida da Ponte Rio-Niterói, os Guardas Municipais fazem checagem de documentos e aferição de temperatura. Há também outros pontos de restrição pela cidade, como a praia de Icaraí.

Circulação de pessoas

Fica proibida a permanência e o trânsito de pessoas em vias, praias, equipamentos, locais e praças públicas (salvo em casos de
deslocamento para trabalho ou estabelecimentos com autorização para funcionamento). Quem insistir na atividade será multado em R$ 180 (que poderá ser dobrada em casos de reincidência).

Caso a pessoa se negue em apresentar documentação, o decreto prevê que a
pessoa seja levada à delegacia e autuada por crime de desobediência.

Lockdown: Praia de Icaraí nesta segunda-feira (11). Foto: Marcelo Tavares

Estabelecimentos

As multas variam de R$ 649,64 a R$ 3.248,20 (em caso de reincidência), e o estabelecimento passível de ser fechado. Dentre as regras estabelecidas, estão: obrigatoriedade de ter um fiscal de desaglomeração para organizar filas do lado de dentro e de fora (não importa o alcance da fila e o número de pessoas que ela abranja); disponibilização de álcool 70% para clientes; marcação de filas com distanciamento de 1,5m entre as pessoas dentro e fora do estabelecimento (inclusive limitando o acesso do número de clientes); adotar medida para que haja proteção aos colaboradores que trabalhem nos caixas durante o contato com os clientes; manter ambientes bem limpos e ventilados; manter portas e janelas abertas; garantir a utilização de máscaras faciais por todos os colaboradores; assegurar o ingresso no estabelecimento e atendimento apenas para clientes que estiverem utilizando máscaras faciais.

Polícia Militar testa drones

A Polícia Militar pode usar aeronaves não tripuladas, conhecidas popularmente como drones, para fazer mapeamento de regiões com aglomerações de pessoas. Nesta segunda-feira (11), os equipamentos foram testados no quartel do Grupamento Aeromóvel (GAM), em Niterói.

Segundo o tenente Bruno Mazarino, que é subchefe da divisão de drones da Polícia Militar, esse é um projeto piloto desenvolvido pela unidade.

“Estamos tentando introduzir a utilização de drones no policiamento. Nesse teste, vamos fazer um mapeamento para inibir a aglomeração de pessoas. Com isso, vamos ter mais mobilidade sem precisar usar uma viatura, reduzindo até mesmo os custos”, explicou o tenente.

Desde 2017, a PM conta com o Núcleo de Aeronaves Remotamente Pilotadas (NuARP) para operar essas aeronaves. O núcleo capacitou agentes para operar o sistema, com cursos teóricos e práticos, através de uma parceria com empresas.

Os dez drones foram adquiridos pelo Gabinete de Intervenção Federal como parte de um projeto de doação. Eles foram divididos da seguinte forma: dois para a PM, quatro para o Corpo de Bombeiros e o restante para a Polícia Civil.

As aeronaves são do modelo Matrice 210, equipadas com softwares sofisticados e com múltiplas funções, como voos noturnos em condições climáticas adversas, mapeamento de área em tempo real, apoio em operações policiais em áreas conflagradas, localização de pessoas e objetivos, entre outras.

Publicada às 8h05. Atualizada às 11h40.

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