quinta, 28 de janeiro de 2021

Professores da rede estadual ameaçam greve em Maricá

Secretário estadual anunciou reabertura em outubro. Foto: Ibici Silva

Professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro decidiram,em assembléia virtual, iniciar greve caso as aulas presenciais retornem. Em Maricá o Sindicato Estadual de Profissionais da Educação (Sepe) também não concorda com a abertura das escolas e informou que os educadores irão aderir a greve na medida que forem convocados.

O secretário de Educação do Estado, Pedro Fernandes, anunciou na última terça-feira (1°) que as escolas da rede estadual serão reabertas, a partir do dia 5 de outubro, nos municípios que estiverem com bandeira amarela, apenas para estudantes que não têm acesso à internet.

Diante da possibilidade de reabertura das escolas no município, os docentes dizem que não se sentem seguros para voltar às salas de aula em meio a pandemia do novo coronavírus, mesmo sendo apenas três vezes na semana.

A coordenadora do Sepe-Maricá, professora Jaqueline Pinto, acredita que não ter aula é preservar a vida dos profissionais e dos alunos.

“Decidimos preservar a vida da comunidade escolar como um todo. Esse retorno causará aglomeração, não só na sala de aula como no transporte escolar. Com o retorno os alunos e profissionais da educação podem se tornar vetores. É muito preocupante, as escolas não têm estrutura” explicou.

A professora ainda ressalta que cidade possui muitos alunos sem acesso à internet e que as escolas públicas não possuem condições para esse retorno.

“Não temos acesso aos dados gerais de alunos com acesso a internet, mas observamos que a maioria não está acessando. As turmas de terceiro ano são as que tem mais acessos, mas muito longe de 100%, as escolas também não têm condições estruturais para utilização de computadores, mesmo que eles sejam doados, a maioria das salas só possuem duas tomadas, que muitas vezes não funcionam” ressalta.

A costureira, Edna Maria Santos, mãe de um aluno do 2° ano do ensino médio da Escola Estadual Caio Francisco de Figueiredo, no distrito de Inoã, afirma que não se sente confiante em deixar o filho frequentar a escola novamente.

“Sabemos como são os jovens, eles acham que nada acontece com eles, vão acabar não usando máscara, nem álcool gel. Em casa, querendo ou não, tento observar os passos dele. Estamos sem computador, mas ele tenta fazer as atividades pelo celular. Acho que as escolas deveriam reabrir só depois da vacina”, conta.

Os professores permanecem atuando no trabalho remoto. Procurada, a Secretaria Estadual de Educação ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Decreto

Segundo decreto estadual, publicado no dia 20 de agosto, as aulas presenciais na rede estadual poderão ser retomadas nas regiões que permaneçam em baixo risco de contaminação, com a bandeira amarela, pela Covid-19 por, no mínimo, duas semanas seguidas antes da data prevista para a abertura.

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