sábado, 06 de março de 2021

Profissionais da saúde demitidos protestam em São Gonçalo

Profissionais protestaram a demissão em massa. Foto: Vítor Soares

Profissionais da área da saúde demitidos de Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf) de São Gonçalo realizaram uma manifestação, na manhã deste quinta-feira (4), na porta da prefeitura. O objetivo era pedir esclarecimentos sobre as demissões em massa.

Segundo os funcionários, profissionais de diferentes especialidades receberam uma ligação no dia 26 de janeiro informando que estavam sendo desligados do programa.

“Mesmo com a pandemia, o antigo governo havia mantido a nossa contratação. Até então, quando fomos exonerados, ninguém seria contratado nos nossos lugares, mas depois foi divulgada uma nota comunicando que o programa iria voltar reestruturado, com oito dos 24 núcleos e outras 56 pessoas seriam colocadas para trabalhar nos polos. A gente nem sabe quem são essas pessoas, não foi divulgado nada sobre elas”, disse a assistente social Fernanda Ramos.

Segundo a profissional, mesmo com o retorno de oito núcleos, a demanda de atendimento não será concluída. “Não é viável, não vai dar para atender todos os pacientes”, contou Fernanda.

A moradora do Jardim Catarina Vanda Maria Antunes, 69 anos, que sofre de osteoporose e artrose, ainda não sabe qual vai ser o futuro da sua saúde.

“Tem dia que eu não consigo pegar um fósforo no chão. Depois que eu comecei a ser atendida e acompanhada, graças a Deus estou bem melhor. Eu não posso parar o atendimento, porque não tenho dinheiro para pagar”, disse.

O vereador Professor Josemar (Psol) afirmou que “demitir funcionário da saúde no meio da pandemia é uma premiação ao genocídio”.

“O Nasf tem uma capacidade que funciona com 180 profissionais e o governo reduz para quase um terço. Não é possível que esse serviço seja feito da mesma forma. Estão jogando fora todo o treinamento, toda a condição e preparo que os profissionais fizeram durante a pandemia”, disse o vereador.

Cinco representantes, incluindo o vereador, foram chamados para conversar com o chefe de gabinete, Eugênio José. Até a publicação desta matéria, a prefeitura ainda não havia se pronunciado sobre o caso.

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