sábado, 31 de outubro de 2020

Região Metropolitana do Rio sofre queda na arrecadação

Na comparação com os números do início de março, os indicadores ainda estão longe dos níveis de antes da pandemia do novo coronavírus. Foto: Arquivo

Boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz-RJ) nesta quarta-feira (13) apontou um aprofundamento do impacto econômico da pandemia do novo coronavírus.

A análise geral do boletim mostra que, apesar de um ligeiro crescimento na quantidade, no valor das operações e no valor do ICMS destacado nas notas fiscais emitidas na semana de 12 a 18 de abril, esses indicadores voltaram a cair entre 19 e 25 de abril.

O estudo observou o comportamento dos contribuintes fluminenses nas semanas de 1º de março a 25 de abril deste ano a partir de notas fiscais de transportadoras.

Na comparação com os números do início de março, os indicadores ainda estão longe dos níveis de antes da pandemia do novo coronavírus. A queda observada nos valores das vendas que constam informadas nos documentos fiscais emitidos nas semanas iniciadas em 1º de março e 25 de abril, por exemplo, foi de 36%.

O estudo revela também que o comportamento da economia refletido a partir das notas fiscais eletrônicas emitidas nas vendas para consumidor final, quando comparado o mesmo período, é de retração. Somente no valor das vendas, a queda observada foi de 38%.

Também constam no levantamento os dados do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e). O comparativo dos valores dos documentos fiscais emitidos de 1º de março a 25 de abril reforça a preocupação geral com o nível da atividade econômica das empresas instaladas no Estado do Rio. A queda no valor atinge 45% no período. Foram considerados os CT-e com prestação de transporte iniciada no Estado do Rio.

Todas as seis regiões do Estado do Rio tiveram perdas na quantidade, no valor das notas e no volume de ICMS. No primeiro item, a maior redução foi identificada na região metropolitana (43%). Já a região das Baixadas foi a mais afetada no valor das notas fiscais (19%) e no volume de ICMS (14%).

Setores econômicos

Indústria, varejo e atacado tiveram um comportamento semelhante: foi constatada uma ligeira recuperação na maioria dos indicadores na semana de 12 a 18 de abril, mas os números voltaram a cair na semana seguinte, com exceção do varejo.

De maneira geral, os setores não retornaram ao patamar das vendas anterior ao das medidas restritivas. A maior queda nos valores das vendas que constam informados dos documentos fiscais emitidos entre 1º de março e 25 de abril foi da indústria (43%), seguida do varejo (41%) e do atacado (-29%).

Atividades varejistas

Esta parte do levantamento traz desempenhos bem diferentes, dependendo da atividade. Todas tiveram perdas, mas que variam no que diz respeito ao volume de ICMS. Nesse item, o setor de vestuário e calçados foi o mais afetado, com redução de 83%. Depois, com perda de 64%, vem o de bares, restaurantes, padarias e lanchonetes.

Simples Nacional

As empresas inscritas no Simples Nacional tiveram, entre 1º de março e 25 de abril, reduções de 40% no valor dos produtos e de 50% na quantidade de notas fiscais emitidas.

Publicado às 17h

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