sexta, 27 de novembro de 2020

Relatório aponta Niterói como líder de negócios no Leste Fluminense

 Niterói vendeu US$ 1,4 bilhão, o que representa 96% de toda a venda feita pela região. Foto: Arquivo
Niterói vendeu US$ 1,4 bilhão, o que representa 96% de toda a venda feita pela região. Foto: Arquivo

Municípios do estado do Rio sofreram queda no comércio com outros países em 2019, segundo relatório da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que apontou retração de 29% na corrente de comércio (somatório de exportações e importações), na comparação com 2018. Entretanto pelos dados divulgados nesta segunda-feira (4), Niterói foi a cidade do Leste Fluminense que maior concentrou compra e venda no exterior.

No relatório divulgou nesta segunda, o Boletim Rio Exporta – Edição Firjan Regionais 2019 -, que analisa as exportações e importações dos municípios do Estado, excluindo apenas a cidade do Rio, revela que a queda se deve ao menor volume de negócios feito em 2019, com diminuição nas importações em 35% (fechando o ano em US$ 12 bilhões) e das exportações em 25% (US$ 19,5 bilhões).

Olhando apenas para o Leste Fluminense, as reduções também foram menores do que na comparação com o todos as cidades do Estado; 21% de queda nas exportações (movimentando US$ 1,5 bilhão) e de 9% na importação (US$ 336 milhões).

Apesar de registrar queda de 22% no volume de exportações, Niterói ainda é responsável por quase todas as vendas feitas para países pelo Leste Fluminense. A cidade vendeu US$ 1,4 bilhão (96% de toda a venda feita pela região). Levando em conta que cidades de todo o Rio exportaram US$19,5 bi, as vendas de Niterói representam pouco mais de 7% de todas as feitas pelo Estado (não incluindo a Capital) em 2019.

Na contramão das quedas houve cidade que vendeu mais em 2019 (se comparado com o ano anterior), como é o caso de São Gonçalo que exportou US$ 21,7 milhões, um aumento de 11% no volume de vendas. Porém, a cidade que mais apresentou aumento foi Tanguá com 68% de exportação a mais que no ano passado, um volume de US$ 8,5 milhões.

Em relação a importação, Niterói continua sendo a cidade que mais fez negócios na região, com 40% de todas as compras feitas fora do país do Leste Fluminense. Apesar disso, houve uma queda de 32%. Do outro lado há cidades que abriram os cofres e compraram mais, como é o caso de Itaboraí que importou US$ 41,6 milhões, um aumento de mais de 230% na comparação entre 2019 e 2018.

Principais bens vendidos

Em relação aos produtos exportados, óleos brutos de petróleo (65% da pauta) e tubos flexíveis de metais (30%) seguem como os principais embarques da região Leste Fluminense, apesar da queda nos valores exportados comparados ao ano de 2018. Dentre os demais bens, ressaltam-se as vendas externas de farinhas, pó e pellets, de carne, miudezas, peixes ou crustáceos impróprios para consumo humano que avançaram 80%, totalizando US$ 8 milhões.

O principal país de destino das exportações da região foram os Estados Unidos, com US$ 555 milhões e crescimento de 24%, sobretudo de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos. Os Países Baixos tiveram participação 31%, enquanto a Espanha representou 25% das exportações, apesar dos menores embarques em 2019. Cabe destaque para os embarques para Singapura, que avançaram mais de 1000% tanto em valor como em quantidade exportada.

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