sexta, 18 de setembro de 2020

Revolta do arroz e agora, comer o quê?

Preço do arroz disparou em estado. Foto: Marcelo Tavares

Considerados itens essenciais na cesta básica do brasileiro, o aumento nos preços do arroz e do óleo nos supermercados está pesando no bolso do consumidor, que se vê obrigado a repensar formas de consumo. Mas como fazer uma substituição quando se trata de arroz e óleo? Nutricionistas dão dicas de alimentos que podem sim substituir os itens oferecendo o mesmo valor nutricional.

A nutricionista Úrsula Mass, da Universidade Federal Fluminense (UFF), mestranda em Ciências da Nutrição e pós-graduanda em nutrição esportiva funcional, explica que o arroz, por exemplo, pode ser substituído por cereais e tubérculos como batata inglesa, batata doce, inhame, aipim, macarrão e cuscuz de milho.

Já o feijão preto tradicional, pode ser substituído por outras leguminosas como lentilha, feijão branco, feijão fradinho, feijão vermelho, ervilha e grão de bico.

A nutricionista ressalta que legumes da safra estão sempre com um preço mais acessível. Em setembro, por exemplo, é época do aipim e inhame, que podem render um bom escondidinho de aipim com frango desfiado e espinafre ou uma salada de feijão fradinho com ovos cozidos.

Já óleos refinados de uma forma geral, como soja e canola, aumentam o risco de inflamação no organismo se consumidos em excesso. Óleos e gorduras provenientes da azeitona e castanhas são ideais para a saúde por melhorarem o perfil do colesterol e serem anti-inflamatórios.

De acordo com a nutricionista, o ideal é evitar preparações fritas, pois a fritura em excesso está associada com obesidade, doenças cardíacas e aumento da inflamação.

“Sempre desaconselho o uso dessas frituras, caso a família tenha o hábito de fazer com frequência, aproveite o momento para reeducar o paladar e reduzir o consumo. Opte por pratos cozidos, grelhados e assados, caso tenha a necessidade de fazer um refogado use o mínimo de óleo possível. Sempre levanto o questionamento na consulta ‘Quanto tempo dura uma garrafa de óleo na sua casa?’. Caso a pessoa não saiba responder, comece etiquetar a garrafa, com a data de abertura e assim ela se reeduca a fazer com que essa garrafa dure no mínimo um mês dependendo do número de pessoas na família”

A professora do Departamento de Nutrição Básica Experimental da área de Ciência de Alimentos da Uerj, Suzana Freitas, ainda acrescenta que o primeiro substituto do arroz seria o macarrão, devido à combinação proteica com as leguminosas.

“Em relação a valor calórico (ou energético) o arroz pode ser substituído muito bem pela batata e aipim. Mas não é proteicamente tão bom como é o caso dos cereais”, explicou.

Em Niterói, consumidores relatam que o valor do óleo chegou a R$ 8. Antes, consumidores pagavam aproximadamente R$ 3. Hoje, o quilo do arroz varia de R$ 3,70 na zona sul, e R$ 4,99 nas zonas central e norte, já os sacos de cinco quilos variam de R$ 18,50 a R$ 25,90.

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