sexta, 22 de janeiro de 2021

Rio amplia testagens para Covid-19

Dez mil exames doados são de tipo ainda não usado no estado. Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, receberam neste domingo (10) um lote com 10 mil testes rápidos de antígeno Covid-19, ainda não usados no estado.

Além de mais confiável, segundo os especialistas da pasta, esse tipo de exame é mais rápido, podendo fornecer resultados em até 15 minutos após a coleta, sem a necessidade de laboratório.

O material, entregue na Central de Logística da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em Jacarepaguá, foi doado pelo grupo de empresários União Rio. O objetivo é testar inicialmente cerca de 450 mil pessoas, já a partir desta semana.

Os novos exames compõem a estratégia de testagem do município, que será ampliada. Eles serão realizados nas unidades básicas de saúde, seguindo os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde e pelo Ministério da Saúde. Pessoas com até sete dias do início dos sintomas poderão ser testadas. Profissionais de saúde serão capacitados para a realização.

“Esses testes são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão da Covid-19. A gente consegue dar o resultado rápido para a população. As pessoas vão poder acessar esse teste por meio de um aplicativo e do canal de atendimento do 1746, onde quem tiver qualquer sintoma de coronavírus pode se autonotificar, colocar a data do início do sintoma, e, a partir daí, uma equipe da Saúde da Família vai entrar em contato e definir se aquele cidadão precisa ou não realizar o teste”, disse Daniel Soranz.

Com a testagem e os casos positivos, Soranz disse que será feito um rastreamento de contato, a mais importante iniciativa, segundo ele, para conter a cadeia de transmissão da Covid-19.

Os demais exames continuarão a ser ofertados na rede municipal. A previsão é que sejam testadas mil pessoas por dia inicialmente, aumentando o total gradativamente. A Prefeitura do Rio está comprando mais testes e deverá receber também outra quantidade vinda do Governo do Estado.

“Queria agradecer ao movimento União Rio pela doação dos testes. Também tem outras empresas que estão doando esses testes”, declarou o secretário.

Membro do comitê gestor do movimento União Rio, Eduardo Pádua ressaltou que é uma alegria poder contribuir com os planos da prefeitura.

“A União Rio é um movimento formado pela sociedade civil para mitigar os efeitos da pandemia. Conseguimos de março para cá arrecadar R$ 80 milhões. Contribuímos para ativação de 432 leitos no Estado, distribuímos cestas básicas para mais de 300 mil famílias, além de equipamentos de EPI”, disse.

Plano de combate à Covid-19

No domingo passado (3), a Prefeitura apresentou o plano inicial de enfrentamento à COVID-19 na cidade. O anúncio foi feito após uma reunião do prefeito Eduardo Paes com integrantes do secretariado municipal, que contou ainda com a participação do governador do Estado Cláudio Castro e de outros representantes dos governos federal e estadual.

Entre as ações planejadas, estão a vacinação da população, a abertura de novos leitos de internação, a ampliação da testagem e a ativação do Centro de Operações de Emergências em Saúde – COE COVID-19 RIO.

Vacinação

Soranz destacou que a Prefeitura está pronta para iniciar a vacinação contra a Covid-19, provavelmente entre os dias 20 e 25 de janeiro, assim que o Ministério da Saúde divulgar o calendário nacional de imunização.

“A partir deste domingo, começaremos a distribuir seringas e agulhas para as nossas unidades básicas e os centros municipais de Saúde, para que a cidade do Rio não tenha atraso no começo da vacinação logo que as doses cheguem e o calendário seja divulgado pelo Ministério da Saúde”, afirmou Daniel Soranz.

De início, o objetivo é o de imunizar 2,6 milhões de pessoas nas primeiras quatro etapas do plano de vacinação, a partir do cronograma do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. A estratégia envolverá 450 pontos de vacinação na cidade, a maioria nas Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde, com 10,5 mil profissionais envolvidos.

A tendência é a de que, na primeira fase, deverão ser imunizados trabalhadores da saúde, pessoas a partir de 60 anos, pessoas com comorbidades, professores, indígenas, quilombolas e profissionais das forças de segurança e salvamento e serviços essenciais, além de funcionários do sistema prisional.

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